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Jerónimo Martins prepara expansão de lojas em Portugal e na Polónia

A Jerónimo Martins, na conferência com analistas, mostrou a intenção de implementar uma estratégia de expansão dos negócios, quer em Portugal quer na Polónia, depois de ter terminado o processo de reestruturação que levou à venda de activos não estratégic

Bárbara Leite 31 de Outubro de 2003 às 15:38
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A Jerónimo Martins, na conferência com analistas, mostrou a intenção de implementar uma estratégia de expansão dos negócios, quer em Portugal quer na Polónia, depois de ter terminado o processo de reestruturação que levou à venda de activos não estratégicos.

Na Polónia, a Jerónimo Martins controla a Biedronka, que é líder no segmento de desconto. Para este ano, o grupo espera abrir 22 a 27 novas lojas Biedronka, tendo, nos primeiros noves meses do ano, inaugurado três naquele país do Leste. Para 2004, o objectivo é mais ambicioso e passa por abrir mais 50 lojas, para um total de 700, disse ao Canal de Negócios, um analista que esteve presente na conferência de analistas.

Em Portugal, a distribuidora está também disponível para acumular novas lojas, depois de ter encerrado quatro supermercados Pingo Doce. Em Lisboa, as lojas Pingo Doce sentiram o aumento da concorrência das grandes superfícies, em particular, em Almada, Montijo ou Loures.

Para fazer face a essa concorrência adicional, os supermercados Pingo Doce adoptaram uma nova política de «pricing».

Depois da reestruturação que o grupo passou, vendendo os activos não rentáveis no Brasil e Polónia, o grupo pretende agora enveredar por uma estratégia de expansão das actividades também em Portugal e diz-se preparada para quando a nova lei dos Unidades Comerciais de Dimensão Relevante (UCDR) for aprovada, pedir novas licenças para estabelecimentos.

Este posicionamento agradou os analistas que consideram positivo estes planos da JM, no novo contexto da distribuição em Portugal, na medida em que acreditavam que a nova lei dos UCDR iria beneficiar mais grupos estrangeiros como o Lidl ou Plus.

Esta preocupação em ganhar quotas de mercado foi bem recebida pelo mercado, estando as acções da distribuidora de Soares dos Santos a valorizar 6,1% para os oito euros.

Ontem a Jerónimo anunciou que apurou um lucro de 35 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

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