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Jerónimo Martins reestrutura dívida com vencimento em 2003; compra 11% do Recheio

A Jerónimo Martins chegou a acordo com um sindicato bancário com vista à recomposição da dívida financeira com vencimento em 2003 e satisfazer as necessidades de financiamento até 2004, incluindo a aquisição de 11% do Recheio, concretizada na sexta-feira.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 23 de Dezembro de 2002 às 07:52
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A Jerónimo Martins chegou a um entendimento de princípio com um sindicato bancário com vista à recomposição da sua dívida financeira com vencimento em 2003 e satisfazer as necessidades de financiamento até Dezembro de 2004, incluindo a aquisição de 11% do Recheio SGPS, concretizada na sexta-feira.

Num comunicado emitido no Sábado, a Jerónimo Martins afirma que, com este acordo, ficam assim criadas as condições para satisfazer na íntegra, (...) as necessidades de financiamento do Grupo até Dezembro de 2004, incluindo as respeitantes à aquisição de 11% do Recheio SGPS, formalizada também em 20 de Dezembro».

A JM já tinha anunciado que iria exercer, este ano, a opção de compra de 11% do capital do Recheio, empresa de «cash & Carry» do Grupo, por um valor não superior a 34 milhões de euros. A JM não referiu, no comunicado de Sábado, quanto pagou por esta participação de 11% no Recheio, adquiridos à Espart Holdings.

A segunda maior distribuidora nacional afirma ainda que ficam garantidas as necessidades decorrentes do vencimento no próximo ano dos empréstimos obrigacionistas da empresa «holding» (Jerónimo Martins SGPS [JMAR]) e das suas participadas JMR e Recheio, «no montante total de 268 milhões de euros».

Segundo a Jerónimo Martins, após este acordo com o sindicato bancário, constituído pelo BCP, BES, CGD e BPI, «aumenta de forma relevante a maturidade média da dívida do Grupo».

«A Jerónimo Martins continuará a dar prioridade à redução do seu nível de endividamento, canalizando todo o cash flow disponível para a amortização da dívida financeira consolidada», refere a JM na mesma fonte, acrescentando que «manterá um rigoroso controle de custos que lhe permitirá aumentar a eficiência operacional em todas as áreas de negócio em que o grupo actua».

Nos primeiros nove meses deste ano a JM contabilizou prejuízos de 191 milhões de euros. Neste ano a JM, fruto de várias vendas de activos, conseguiu reduzir a sua dívida de 1,3 mil milhões de euros para menos de 900 milhões de euros.

A Jerónimo Martins fechou sexta-feira a perder 0,14% para os 7,29 euros.

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