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JM prevê reunir 60 milhões com venda de activos não estratégicos

A Jerónimo Martins prevê alienar activos não estratégicos, para o cumprimento do objectivo de redução de dívida para um nível inferior aos mil milhões de euros, que deverão gerar um encaixe de cerca de 60 milhões de euros este ano.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 22 de Março de 2002 às 16:32
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A Jerónimo Martins prevê alienar activos não estratégicos, para o cumprimento do objectivo de redução de dívida para um nível inferior aos mil milhões de euros, que deverão gerar um encaixe de cerca de 60 milhões de euros este ano, afirmou Luís Palha, administrador financeiro.

«Durante este ano será posível vender activos não afectos à actividade prinicipal, a distribuição, de cerca de 60 milhões de euros», adiantou aquele responsável em conferência de imprensa para a apresentação dos resultados anuais de 2001.

A segunda maior distribuidora nacional tem estado a alienar activos não afectos à actividade de distribuição como forma de equilibrar um passivo que ascendeu aos 1,3 mil milhões no final de 2001, apesar de ter recuado 18,4% face a 2000.

A empresa alienou a companhia de águas Vidago Melgaço e Pedras Salgadas (VMPS) à Unicer no final do ano passado e a retalhista britânica LillyWhites no início deste ano.

A detentora de cadeias como o Pingo Doce e Feira Nova em Portugal também prevê ter concluídas as negociações dentro de duas ou três semanas para a venda da cadeia de Jumbo na Polónia.

No Brasil, a empresa está a ser assessorada pelo Deutsche Bank para uma eventual venda dos seus activos naquele país, admitindo, neste momento, «todas as hipóteses». No entanto, estes activos não estão incluídos nas estimativas da empresa, uma vez que se dedicam à actividade principal da empresa, a distribuição.

Luís Palha realçou que a venda de acticos é um dos instrumentos financeiros para a prossecução do objectivo de redução de dívida, podendo recorrer também «a um maior controlo das despesas de investimento, à redução do working capital», antes de chegar a um ponto em que a empresa necessite de um aumento de capital, opção considerada como último recurso pela companhia.

As acções da JM fecharam a valorizar 3,74% para os 8,60 euros.

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