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Joe Berardo não exclui acordo para fusão caso haja "melhor entendimento"

Os accionistas do BCP esperam novidades sobre as negociações com o BPI para uma eventual fusão dos dois bancos durante esta semana. No mínimo, admite-se que os grupos liderados por Filipe Pinhal e Fernando Ulrich façam um ponto de situação oficial ao merc

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 20 de Novembro de 2007 às 10:19
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Os accionistas do BCP esperam novidades sobre as negociações com o BPI para uma eventual fusão dos dois bancos durante esta semana. No mínimo, admite-se que os grupos liderados por Filipe Pinhal e Fernando Ulrich façam um ponto de situação oficial ao mercado, por exemplo, através de um comunicado a publicar no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

"Estamos todos à espera de notícias esta semana. Isto não pode continuar a arrastar-se", admitiu Joe Berardo, que tem 6,82% do BCP, ao Jornal de Negócios. O sentimento é partilhado por outros investidores do banco que defendem a necessidade de o processo negocial ter um desfecho rápido para, em caso de fracasso, poderem avançar com uma alternativa para o banco. Esta solução, que terá o apoio de Berardo, Moniz da Maia (2,7%) e Manuel Fino (2%), entre outros, pode passar por uma antecipação da assembleia destinada a eleger o novo conselho de administração do grupo.

Apesar de defender um desenlace rápido para as negociações, Joe Berardo não exclui a possibilidade de as administrações do BCP e do BPI se entenderem quanto a uma proposta de fusão, que criaria o maior banco português e o terceiro maior da Península Ibérica. Um cenário que o empresário madeirense só admite como viável "se houver um melhor entendimento" do que aquele que teria havido se o BCP tivesse aceite a proposta inicial de fusão apresentada pelo BPI - em que a cada acção do banco de Ulrich correspondiam duas do seu interlocutor, que teria direito a nomear o "chairman" do novo banco, enquanto o BPI escolheria a gestão executiva.

Berardo, Moniz da Maia e Fino à espera de dados sobre salários

Em paralelo, Berardo, Moniz da Maia e Fino aguardam também até ao final desta semana que a administração do BCP lhes envie informação sobre os salários individuais dos seus administradores. Há cerca de um mês, os três accionistas solicitaram acesso às actas das reuniões da gestão em que terão sido aprovados gastos feitos pelos administradores do banco e que não constarão dos montantes globais que são divulgados publicamente.

"Ainda não me deram a informação que pedi", lamentou ontem Berardo. Há duas semanas, o empresário madeirense tinha revelado ao Jornal de Negócios que na primeira resposta àquele pedido, o próprio conselho de administração tinha admitido desconhecer algumas da situações sobre as quais foi questionado.

Berardo mantém ainda a pressão sobre Jardim Gonçalves, tendo apresentado uma queixa contra o banqueiro junto do supervisor norte-americano, a Securities and Exchange Commission (SEC), por causa dos créditos do BCP ao filho do fundador, como noticiou o "Expresso".

 

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