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Johnson & Johnson condenada a pagar 47 milhões no caso do talco

Em menos de três meses é a segunda vez que um tribunal de júri condena a multinacional a indemnizar clientes que dizem ter desenvolvido cancro pelo uso de produtos de talco da J&J. A empresa vai recorrer da decisão.

Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 03 de Maio de 2016 às 11:34
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A empresa química e farmacêutica Johnson & Johnson (J&J) foi condenada esta segunda-feira, 3 de Maio, a pagar uma indemnização de 55 milhões de dólares (47,4 milhões de euros) a uma cliente que alegadamente desenvolveu cancro nos ovários por usar pó de talco produzido pela companhia.

De acordo com a Reuters, a empresa vai recorrer da decisão do tribunal de júri, mas continua a enfrentar cerca de 1.200 processos por alegada falta de informação aos consumidores em relação aos riscos de desenvolvimento de cancro pelo uso de produtos com base de talco.

Gloria Ristesund, a consumidora queixosa que utilizava os produtos na sua higiene íntima, vai receber cinco milhões de dólares a título de compensação pelos danos causados e mais 50 milhões a título de penalização da empresa.

A J&J defende-se, argumentando que a decisão judicial contradiz as décadas de pesquisas levadas a cabo pela marca, enquanto cientistas contactados pela agência noticiosa também consideram inconclusiva a relação entre o uso destes produtos e o desenvolvimento da doença.

Em Fevereiro, um outro júri no mesmo tribunal considerou a empresa responsável pela morte de uma outra mulher, também pelo uso de pó de talco na sua higiene íntima ao longo de anos. Na altura, a indemnização a pagar ascendeu a 62 milhões de euros. Também está a ser alvo de recurso.

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