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Jorge Armindo diz Portucel deve participar em movimento de consolidação

A Portucel deve participar em movimentos de consolidação da indústria à escala europeia, de forma a conseguir alcançar a liderança, ou mesmo sobreviver, no futuro, defendeu hoje Jorge Armindo, presidente da empresa.

Bárbara Leite 15 de Janeiro de 2004 às 18:37
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A Portucel deve participar em movimentos de consolidação da indústria à escala europeia, de forma a conseguir alcançar a liderança, ou mesmo sobreviver, no futuro, defendeu hoje Jorge Armindo, presidente da empresa.

Neste sentido, Jorge Armindo reitera que a Portucel perdeu «uma excelente oportunidade» para criar valor com o «chumbo» pelos accionistas da proposta da Lecta Cofina, no âmbito da reprivatização da empresa, avançando mesmo que aquela proposta «era de facto vantajosa» para a Portucel [PTCL].

Embora perante novo modelo de privatização, Jorge Armindo admite que «a prazo» uma proposta vencedora «permita atingir efeitos idênticos» aos que permitiria se a Lecta/Cofina tivesse entrado no capital da Portucel, com entrega de activos.

À margem da conferência promovida pela Cosec, Jorge Armindo refere mesmo que já houve manifestações de interesse para comprar 30% da Portucel, no âmbito da privatização, mas não quis detalhar identidades.

Alem da participação em movimentos de consolidação, Jorge Armindo entende que há necessidade «de melhoria de eficiência da floresta», sugerindo ainda uma abertura ao papel revestido, como forma de combater a concorrência externa, em particular das papeleiras brasileiras, que garantem elevadas margens de EBITDA na área da pasta.

Armindo antevê que estas indústrias irão diversificar-se para o papel, numa primeira fase o não revestido, aumentando a concorrência para a Portucel, daí a necessidade da companhia portuguesa diversificar a sua actividade.

O presidente da Portucel explicou que concorda com a necessidade de manter os centros de decisão em Portugal, mas entende que a mesma não se deva «fazer a qualquer preço».

As acções da Portucel fecharam a descer 0,71% para os 1,40 euros.

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