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Jorge Portugal é o novo director-geral da Cotec no país

O antigo conselheiro de Cavaco Silva sucede ao economista Daniel Bessa e promete uma associação "representativa, influente e operacional".

Correio da Manhã
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 28 de Março de 2016 às 14:00
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Jorge Portugal é o novo director-geral da COTEC Portugal, sucedendo ao economista Daniel Bessa, que em Fevereiro apresentou a demissão do cargo. O antigo consultor de Cavaco Silva para as áreas da sociedade do conhecimento e inovação (entre 2007 e Março deste ano) é mestre em Engenharia Mecânica, doutorado na área da Modelação Físico-Matemática de Escoamentos Geofísicos e tirou um Master of Business Administration (MBA) na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

 

A escolha deste ex-quadro do grupo Sonae e do Banco Espírito Santo foi anunciada esta segunda-feira, 28 de Março, pela COTEC Portugal, que num comunicado citado pela Lusa sublinhou que "no âmbito das suas funções como consultor para a inovação manteve um contacto directo com a realidade empresarial portuguesa e acompanhou de forma permanente a actividade da COTEC ao longo dos últimos dez anos".

 

O presidente da direcção da COTEC, Francisco de Lacerda, acrescentou na mesma nota que "a escolha do engenheiro Jorge Portugal e da sua experiência acumulada na área de inovação marcará um novo ciclo da associação". No antigo BES foi responsável pelas áreas da qualidade de serviço e marketing estratégico, enquanto no grupo liderado por Paulo Azevedo assumiu funções de desenvolvimento comercial e de "market intelligence".

 

"Queremos avivar o espírito fundador e pioneiro da COTEC, enquanto associação de mérito e reputação reconhecida, com capacidade de influência e ‘networking’. Uma COTEC representativa, influente e operacional. É igualmente relevante aproximarmo-nos dos nossos associados, de novos associados, desenvolvendo medidas com impacto que gerem retorno das actividades COTEC na capacidade de inovação e competitividade das empresas", apontou o novo director-geral em comunicado.

 

Daniel Bessa abandonou esta associação alegando que "correu mal a relação com o presidente da COTEC", Francisco de Lacerda. Em entrevista ao Negócios reconheceu que "tinha trabalhado com Carlos Moreira da Silva durante três anos e correu bem, depois com João Bento durante outros três anos e correu bem, e agora as coisas não correram tão bem".

 

"Há algum tempo que vinha dizendo que havia um problema de confiança. Senti que a confluência e o alinhamento não eram os mesmos. Houve associados que me confrontaram com isso: ‘Você desapareceu, ninguém o vê’. Comecei a sentir-me menos confortável a dizer publicamente o que é que a COTEC pensava ou deixava de pensar. Só é grave para mim. Saí com imensa pena. Na idade em que estou, terá sido o meu último grande projecto profissional", desabafou o ex-ministro da Economia.

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