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Jornais aderem ao lay-off para salvar postos de trabalho

A quebra das vendas e das receitas publicitárias estão a deixar a imprensa em dificuldades. "A Bola" e o "Jornal Económico" foram os primeiros meios a anunciar a adesão ao lay-off. 

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Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 07 de Abril de 2020 às 12:55
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Uma quebra nas vendas de 40% e a ausência quase total de receitas publicitárias levaram o jornal desportivo "A Bola" a avançar para o lay-off. A medida abrange 50 trabalhadores, entre jornalistas, gráficos e administrativos. Segundo a edição desta terça-feira do Público, 28 dos trabalhadores abrangidos pela medida são jornalistas, entre os quais está toda a equipa de fotojornalistas da redação do Porto.


O diretor do diário, Vítor Serpa, relata ao Expresso que a pandemia de covid-19 está a deixar a imprensa desportiva numa situação de "calamidade pública", sendo que o recurso ao lay-off é uma tentativa de manter os postos de trabalho.


Além do encerramento de muitos postos de venda, o jornal enfrenta as consequências da paragem de todas as modalidades, que se traduziu no desaparecimento das receitas publicitárias das apostas desportivas.


A crise de receitas que se estende por toda a imprensa também levou o "Jornal Económico" a anunciar a adesão ao lay-off simplificado. O semanário revelou esta segunda-feira que optou pela redução do horário semanal de trabalho, que passa a ser de quatro dias. O objetivo da medida é "diminuir os custos operacionais" e assegurar os cerca de 40 postos de trabalho do jornal.


Os trabalhadores abrangidos por este regime terão um corte salarial de 25%. No entanto, segundo o Público, aos administrativos e a quatro jornalistas do semanário foi aplicado o lay-off total.


A medida adotada pelo jornal do grupo Megafin é válida por 30 dias renováveis, numa altura em que "o investimento publicitário caiu cerca de 50% desde o início da pandemia".


Em declarações ao Público, a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Sofia Branco, chama ainda a atenção para a situação da imprensa regional. O Sindicato já recebeu a indicação de "dezenas" de publicações locais e regionais que estão a dispensar trabalhadores ou a suspender a atividade.


Através da Plataforma de Media Privados, que reúne os grupos Cofina, Impresa, Global Media Group, Media Capital, Renascença e Público, os jornais já fizeram chegar ao Governo um apelo para a tomada de medidas de apoio ao setor. O Executivo remeteu para esta semana uma resposta aos pedidos.

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