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Jornalista espiado pode resultar em multa de 7,5 milhões de euros à Optimus

Passar registos telefónicos de jornalista do "Público" para os serviços secretos pode dar à Optimus uma multa de 7,5 milhões de euros, imposta pela Comissão Nacional de Protecção de Dados. Multa corresponde a pouco mais de um terço do resultado líquido do terceiro trimestre da Sonaecom.

Negócios negocios@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 09:44
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7,5 milhões de euros. É este o montante da multa que a Optimus poderá ter de pagar por, alegadamente, ter fornecido dados aos serviços secretos que permitiram espiar um jornalista do “Público”, avança o jornal “Expresso”.

Segundo o site do semanário, a operadora da Sonaecom foi ontem notificada pela Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) de um projecto de deliberação – que ainda tem de ser votado neste organismo – devido ao caso em que o Serviço de Informações Estratégias de Defesa (SIED) espiou o jornalista Nuno Simas, então editor de política do “Público”, em 2010.

A Optimus disse ao “Expresso” que não recebeu nenhuma notificação. O jornal adianta que a operadora tem agora um período para reagir e defender-se em relação ao tema.

A multa refere-se ao caso de Nuno Simas, jornalista que terá tido os seus telefonemas espiados pelos serviços secretos portugueses durante os meses de Verão de 2010. De acordo com o “Expresso”, uma funcionária da Optimus, casada com um agente das secretas, terá disponbilizado os registos telefónicos. A ordem terá partido de Jorge Silva Carvalho, administrador da Ongoing actualmente envolvido na polémica em torno da Maçonaria e que era, na altura, director-geral do SIED.

Em Setembro, o presidente da Optimus, Miguel Almeida, garantiu que a empresa era uma “vítima” e defendeu que iria haver “consequências” depois da auditoria interna que impôs para averiguar que falhas de segurança poderiam ter existido no caso.

A multa à Optimus, que pode alcançar a 7,5 milhões de euros, compara com um resultado líquido da Sonaecom, a sua detentora, de 25,2 milhões de euros no terceiro trimestre de 2011. O “Expresso” diz que esta é a multa mais elevada em Portugal no que diz respeito a protecção de dados.
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