Empresas Jovem de Oliveira de Azeméis lança primeira marca portuguesa de óculos sustentáveis em bambu

Jovem de Oliveira de Azeméis lança primeira marca portuguesa de óculos sustentáveis em bambu

Um jovem empresário natural de Oliveira de Azeméis e residente em S. João da Madeira criou aquela que garante ser "a primeira marca portuguesa de óculos de sol em bambu", material a que atribui "excelentes propriedades e grande sustentabilidade".
Lusa 19 de janeiro de 2014 às 17:55

Marco Santos pretendia lançar um negócio inovador, procurou "descobrir o que ainda não existia em Portugal" e optou por criar a "Boo", uma linha de óptica solar cujas armações define como "originais e amigas do ambiente".

 

Nessa escolha teve alguma influência o seu gosto pessoal pelo universo da moda e do design, "até porque é cada vez mais comum os homens também gostarem de acessórios", mas pesaram sobretudo as qualidades físicas e técnicas do bambu - que, como realça o empresário, "não é o mesmo que madeira".

 

"O bambu é a planta com maior ritmo de crescimento em todo o mundo, tem espécies que chegam a crescer um metro por dia e continua a desenvolver-se mesmo depois de cortado", declara Marco Santos à Lusa. "Além dessa vertente ecológica e sustentável, tem também a vantagem de não empenar como a madeira, não dilata com a humidade, flutua na água e é biodegradável", acrescenta.

 

Elogiando ainda a relação resistência-peso desse material, o criador da Boo assegura ser incorrecta "a associação mental que algumas pessoas fazem ao pensarem que, por ser muito leve, o bambu também tem que ser muito frágil".

 

"Isso é uma ilusão", observa Marco Santos, "esta é uma planta muito forte e com uma capacidade de resistência acima da média às condições exteriores como o sol ou a humidade".

 

Lançada em meados de Dezembro, a marca Boo arranca com seis modelos de óculos unissexo, todos eles de fabrico manual e com lentes polarizadas. Cinco desses modelos têm as armações integralmente em bambu, um outro apresenta-se apenas em madeira e para cada versão há uma média de três cores diferentes disponíveis.

 

Todas as características dos artigos são definidas em S. João da Madeira, mas a colecção foi produzida no estrangeiro porque Marco Santos diz ainda não ter descoberto em Portugal um fabricante experiente no tipo específico de tratamento que a óptica em bambu exige.

 

"A óptica implica um processo de fabrico mais difícil do que o mobiliário, por exemplo, porque envolve operações mais minuciosas e delicadas", esclarece o empresário. "Curiosamente, nós temos em Odemira o maior viveiro de bambu da Europa, mas quase não temos indústria nacional que aproveite esses recursos", lamenta.

 

Em fase de análise do respectivo pedido para registo de patente, a colecção Boo começou por estar disponível ao consumidor apenas no site da marca.

 

Confessando-se "positivamente surpreendido" com a receptividade que o produto motivou logo no primeiro mês, Marco Santos revela que está agora a preparar a entrada da colecção nas lojas da especialidade, no que também já se incluem perspectivas de exportação para França.




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