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JPMorgan mantém exposição a Portugal por "razões sociais"

O banco norte-americano tem uma exposição de 15 mil milhões de dólares aos cinco países periféricos mais afectados pela crise da dívida. O CEO do JPMorgan disse que mantém esse investimento por motivos principalmente sociais e só depois económicos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 09:02
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O JPMorgan Chase mantém a exposição a Portugal sobretudo por “razões sociais”. O banco optou, posteriormente, por permanecer exposto ao país como um investimento a longo prazo.

“Temos cerca de 15 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros) de exposição aos cinco [países] do euro”, salientou Jamie Dimon, administrador executivo do JPMorgan, falando na Grécia, Irlanda, Portugal, Itália e Espanha, cita o “Financial Times”.

Contudo, apesar da turbulência na Zona Euro e do risco de incumprimento que sopra pelo Velho Continente, Dimon decidiu permanecer na região, considerando-o como um investimento a longo prazo. “Espero que ainda tenhamos negócios lá, dentro de 50 ou 75 anos”, declarou em Davos, onde se realiza esta semana o Fórum Económico Mundial.

“Tomámos uma decisão de ficar que é, principalmente, social, e, parcialmente, económica”, explica o responsável executivo do banco, de acordo com o “Financial Times”. Em Portugal, o banco norte-americano tem, por exemplo, 1,08% do capital social da Portugal Telecom.

Ainda assim, a administração, diz Dimon, tem noção de que há um risco em permanecer na região. Ainda para mais depois de, também em Davos, o CEO do JPMorgan ter afirmado, em entrevista à CNBC, que um incumprimento da Grécia "não seria nem uma surpresa". Contudo, na opinião de Dimon, um incumprimento ordenado da Grécia "não levaria ao colapso do Mundo Ocidental".

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