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Julgamento da BP adiado para dar tempo à empresa de alcançar acordos com lesados

O julgamento para decidir quem deverá pagar pelo derramamento de petróleo no Golfo do México em 2010 foi adiado uma semana, para permitir à BP conseguir alcançar um acordo com as empresas e os indivíduos afectados pelo desastre.

Andreia Major amajor@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 11:10
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A menos de 24 horas do início do julgamento da BP no Tribunal Federal de Nova Orleães, nos Estados Unidos, o juiz federal Carl Barbier adiou a data para dia 5 de Março, com o objectivo de dar tempo à petrolífera de conseguir alcançar acordos com os milhares de lesados, de acordo com a Reuters.

O adiamento do julgamento irá permitir à BP estabelecer novas conversações com o Plaintiffs Steering Committee (PSC), comité que representa os proprietários da região, tais como pescadores, hoteleiros, donos de restaurantes e outros, que garantem que os seus meios de subsistência foram danificados pelo derramamento de petróleo que ocorreu a 20 de Abril de 2010, após a explosão da plataforma de perfuração “Deepwater Horizon”.

O acidente provocou onze mortos e o derrame de 4,9 milhões de barris de petróleo a partir do poço “Macondo”, que se localizava a quilómetros de profundidade. O desastre consagrou-se o pior derramamento de petróleo dos Estados Unidos.

“A BP e a PSC estão a trabalhar para alcançar um acordo para compensar de forma justa as pessoas e as empresas que foram afectadas pelo acidente de 'Deepwater Horizon' e o consequente derramamento de petróleo”, disse a British Petroleum, citada pela Reuters.

No entanto, a empresa petrolífera adiantou que não existem certezas de que as conversações conduzam a um “acordo de paz”.

A agência Bloomberg divulgou ontem que a BP e o comité poderão estar perto de fechar um acordo no valor de 14 mil milhões de dólares (10,4 mil milhões de euros) para compensar os afectados pelo desastre, de acordo com três pessoas informadas das negociações.
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