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La Caixa equaciona transferir participações financeiras para um novo banco

O banco espanhol, um dos principais accionistas do BPI, poderá anunciar a decisão já no próximo mês, avança o "El Mundo".

Negócios negocios@negocios.pt 21 de Dezembro de 2010 às 10:50
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O La Caixa não tem problemas de solvência nem urgência em melhorar o seu “core capital” de 8,7%, que é o mais alto de todas as entidades espanholas depois do Popular. Mas está a ponderar a possibilidade de criar um novo banco, para poder captar mais capital no âmbito das novas regras de Basileia.

Um dos problemas com que o La Caixa se depara tem a ver com o facto de a sua carteira de participadas - tanto industriais (Repsol, Gas Natural, Abertis ou Telefónica, entre outras) como financeiras (BPI, The Bank of East Asia, Inbursa ou Erste Bank), além da seguradora SegurCaixa – estar fortemente penalizada pelos novos requisitos internacionais de solvência que decorrem do Basileia III.

Por isso, explica o “El Mundo, o La Caixa está a ponderar a opção de criar um banco com o qual possa ir aos mercados captar capital, do mesmo modo que no passado fez com o Criteria, a “holding” no qual agrupa as suas participadas – onde se inclui o BPI.

Segundo fontes próximas do processo, citadas pelo jornal espanhol, a operação está já em marcha e há já asessores a trabalhar lado a lado com a entidade financeira.

Na sua última Assembleia Geral, o banco catalão alterou os seus estatutos para os adaptar à nova legislação sobre o sector. E especificou as diferentes opções de transformação das “cajas” no âmbito da nova lei de “cajas” que foi impulsionada pelo próprio presidente do La Caixa, Isidro Fainé. Assim, será faculdade do conselho de administração do La Caixa propor à Assembleia Geral “a transformação da entidade numa fundação especial”, sublinha o “El Mundo”.

Um alto executivo inquirido pelo “El Mundo” salientou que, à luz destes novos estatutos, será de convocar uma Assembleia Geral caso se queira decidir sobre a passagem do negócio financeiro para um banco. A entidade, ou fundação, que previsivelmente acompanharia a actividade do novo banco (já com todo o negócio financeiro transferido) seria o accionista do banco e com os dividendos que recebesse continuaria com a sua actividade social.

Segundo outras fontes, o anúncio desta operação deverá ser feito nas primeiras semanas de 2011. Mas há quem considere que esse anúncio possa coincidir com a apresentação anual de resultados que o banco catalão costuma fazer em finais de Janeiro ou inícios de Fevereiro.

Há três novas vias através da nova lei das “cajas”: quotas participativas (opção de emitir quotas, equivalentes a acções, com direitos políticos), Sistemas Institucionais de Protecção (através dos quais várias caixas de aforro se unem para criar um banco para o qual transferem toda ou parte do seu negócio) e bancos (nos termos desta última opção, uma entidade isolada cria um banco para o qual transfere os seus activos e passivos. Passa a ser accionista do mesmo, como “caja” ou através de uma função).

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