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LeasePlan põe travão na entrada em bolsa devido às condições de mercado

Numa altura em que a Sonae MC prepara a entrada na bolsa portuguesa, em Amesterdão a LeasePlan recuou nas mesmas intenções, alegando as "condições de mercado" pouco favoráveis.

Negócios jng@negocios.pt 11 de Outubro de 2018 às 11:06
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A maior operadora europeia de frotas de automóveis, a LeasePlan, decidiu que não iria proceder com a oferta pública inicial (IPO) que anunciou na passada quarta-feira, 3 de Outubro, justificando com a actual situação dos mercados financeiros, numa altura que Wall Street vê o maior sell-off desde Fevereiro e é seguido nas quebras pelas bolsas asiáticas e europeias.

Ainda não era sabido o dia em que seria feito o anúncio com as datas  definitivas do IPO, mas esperava-se que este fosse feito em breve.

A empresa pretendia dar entrada na bolsa de Amesterdão com uma valorização de 7,5 mil milhões de euros, embora as condições deste IPO (oferta pública inicial) estivessem ainda por definir.

Já na altura em que foi avançada a intenção de entrar em bolsa se punha a hipótese da decisão ser adiada ou até da entrada em bolsa ser cancelada, dado que ainda não existia uma decisão final dos accionistas da empresa. 

A LeasePlan é a segunda empresa a abortar os planos de entrada na bolsa de Amesterdão este ano, depois da Varo Energy ter tido o mesmo comportamento de recuo em Abril, citando os mesmos motivos.

Contudo, a acontecer, a LeasePlan seria a sexta empresa a lançar-se na bolsa holandesa desde Janeiro. O banco NIBC e o distribuidor B&S Group venderam acções no IPO ao preço mínimo pré-determinado, enquanto o operador de carregadores de carros eléctricos Alfen não atingiu sequer a fasquia mínima que propunha.

Em Portugal, aguarda-se a oferta pública de venda da Sonae MC, que tem data marcada para estrear em bolsa a 23 de Outubro. A Sonae SGPS está vender mais de 217 milhões de acções da Sonae MC. A dispersão de capital deverá rondar os 25%, ainda que possa ascender a 33,6%. Até lá, existem ainda várias fases, nas quais se divide a actuação de investidores institucionais e de retalho.

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