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Lehman afunda mais de 40% para mínimo de 10 anos

A Lehman Brothers negoceia em forte queda na bolsa de Nova Iorque, desvalorizando um máximo de 43,46% para mínimos de 10 anos, depois do banco norte-americano ter falhado as negociações com Korea Development Bank para uma parceria estratégica.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Setembro de 2008 às 16:35
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A Lehman Brothers negoceia em forte queda na bolsa de Nova Iorque, desvalorizando um máximo de 43,46% para mínimos de 10 anos, depois do banco norte-americano ter falhado as negociações com Korea Development Bank para uma parceria estratégica.

As acções da Lehman abriram o dia em forte queda e acentuaram a tendência com a sequência de notícias negativas sobre aquele que é o quarto maior banco de investimento norte-americano.

As agências internacionais estão a dar conta que as negociações com o Korea Development Bank para uma parceria estratégica falharam, estando já a Lehman Brothers à procura de novos investidores.

A Lehman está à procura de alternativas para angariar capital fresco, depois de ter já amortizado perdas de 8,2 mil milhões de dólares relacionadas com o “subprime”.

Na bolsa as acções entraram em queda livre e registam forte volatilidade, levando os mercados accionistas a “esquecerem” o resgate da Fannie Mae e da Freddie Mac, que ontem animou os mercados.

Se ontem as bolsas registaram fortes subidas, hoje estão em terreno fortemente negativo. As bolsas caem mais de 1% e em Wall Street as perdas aproximam-se de 1%.

A Lehman Brothers desvaloriza 32,16% para 9,60 dólares, descendo abaixo da barreira dos 10 dólares pela primeira vez desde 1998.

A forte queda deve-se às notícias de que o banco está em dificuldades em encontrar um parceiro estratégico, mas também a mais noticias negativas para o banco. A apresentação de resultados da Lehman está agendada para a próxima semana e os investidores estão a fugir dos títulos, receando que o banco anuncie novas amortizações relacionadas com a crise do mercado de crédito.

No mercado as especulações apontam para que a Lehman, depois da Bear Stearns, Fannie Mae e Freddie Mac, seja a próxima instituição financeira a necessitar de ajuda do Governo americano.

Este receio reflecte-se na evolução dos CDS – títulos que cobrem o risco das obrigações de uma instituição - da Lehman terem disparado 59 pontos base para 383 pontos base.

Para já a Lehman recusou comentar a queda acentuada das acções. Desde o início do ano os títulos afundam mais de 85%.






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