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Lenovo corta 3.200 postos de trabalho face a queda acentuada dos lucros

O grupo chinês Lenovo vai dispensar trabalhadores e apostar na redução e diferenciação dos seus modelos de smartphones, decisões tomadas após a divulgação dos resultados do último trimestre.

Bloomberg
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 11:22
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Os lucros da Lenovo caíram 51% no trimestre terminado em Junho. Os 105 milhões de dólares alcançados neste período (cerca de 94 milhões de euros) ficaram muito abaixo dos 214 milhões de dólares registados entre Abril e Junho de 2014. Os resultados "não foram de encontro às expectativas", assume a empresa em comunicado, anunciando uma reestruturação que "vai incluir a redução de 3.200 funcionários" e que vai apostar num portefólio de dispositivos móveis "mais simples", com "menos [modelos], mas claramente mais diferenciados".

As receitas registaram um crescimento homólogo de 3% para um total de 10.716 milhões de dólares (cerca de 9.639 milhões de euros) entre Abril e Junho deste ano.

"A Lenovo encontrou grandes desafios nos seus principais mercados", lê-se nesta nota, nomeadamente, um "significativo recuo no mercado global de PC, tablets, assim como um crescimento mais lento e maior competição – especialmente na China - nos smartphones".

Reconhecendo o "difícil contexto" e apesar de sustentar que os resultados alcançados foram "sólidos", a Lenovo vai levar a cargo um vasto conjunto de medidas que visam "alinhar melhor o negócio e reduzir significativamente os custos".

No vasto conjunto de medidas anunciadas é de destacar a reestruturação da área dos telemóveis de forma a aproveitar melhor "as forças complementares" da Lenovo e da Motorola, empresa adquirida pela Lenovo no ano passado por 2,91 mil milhões de dólares. A ideia é fazer menos modelos, mas mais diferenciados.

A Lenovo planeia também cortar 3.200 postos de trabalho em todo o mundo, o que equivale a cerca de 5% das 60 mil pessoas que emprega actualmente.

A empresa "incorrerá em custos de reestruturação de aproximadamente 600 milhões de dólares", informa a nota publicada, e uma "despesa adicional para simplificar o inventário de smartphones de aproximadamente 300 milhões de dólares".

Todavia, é expectável que o esforço de reestruturação permita "reduzir as despesas em 650 milhões de dólares na segunda metade deste ano e 1,35 mil milhões numa base anual", pode ler-se no comunicado.
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