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Leonor Beleza: Fundação Champalimaud pretende angariar financiamento junto do público

A Fundação Champalimaud pretende, no futuro, angariar financiamento junto do público, afirmou na segunda-feira a presidente da instituição, Leonor Beleza, em Londres.

Mais de 60 fundações chumbam na avaliação do Governo
Lusa 22 de Janeiro de 2013 às 07:46
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A antiga ministra da Saúde revelou já ter recebido a manifestação de intenção de várias pessoas deixarem parte do seu património em testamento à Fundação.

 

Porém, disse que procurará também apoio financeiro junto dos cidadãos para conseguir sustentar a ambição de expandir a investigação e serviços oferecidos. 

 

"Vamos fazê-lo, não porque temos dificuldades agora, mas porque queremos fazer mais", disse, durante uma intervenção num jantar do Centro Português de Estudos, onde foi a oradora convidada.

 

Leonor Beleza referiu esta intenção a propósito do exemplo da Cancer Research UK, entidade britânica de investigação científica na área da oncologia que não possui qualquer apoio financeiro do governo.

 

No ano passado (2011/12), esta instituição angariou 432 milhões de libras (514 milhões de euros), valor para o qual contribuíram doações individuais ou por empresas, receitas de eventos ou vendas e dinheiro reunido por voluntários.

 

"Admiro o sucesso da Cancer Research UK", admitiu a presidente da Fundação Champalimaud.

 

Leonor Beleza reconheceu a necessidade de mais financiamento para a organização que dirige, apesar de ser "extremamente cuidadosa" na gestão dos fundos disponíveis.

 

Referiu ainda que os cientistas assalariados da Fundação são encorajados a concorrer e têm obtido financiamento exterior.

 

"Até ao final do ano, esperamos que 50% dos gastos venham de fontes externas", indicou.

 

A Fundação Champalimaud foi criada após a morte do empresário António Champalimaud, em 2004, que deixou parte da fortuna pessoal em testamento para a criação de uma instituição dedicada à investigação médica, determinando que a mesma fosse presidida por Leonor Beleza.

 

Em Outubro de 2010 foi inaugurado o Centro de Investigação Champalimaud em Lisboa, dedicado ao cancro e à neurociência, que além de acolher laboratórios de investigação científica presta serviços de tratamento clínico.

 

Criado há mais de 20 anos, o Centro Português de Estudos organiza regularmente jantares com oradores portugueses, tendo no ano passado sido convidados os economistas Abel Mateus e Eduardo Catroga e o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas.

 

O centro tem como membros cidadãos portugueses com cargos de influência em empresas ou instituições financeiras e é actualmente é presidido por António Borges e Pedro Rebelo de Sousa, sendo vice-presidentes João Cravinho e a advogada Maria Antónia Cameira.

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