Banca & Finanças "Lesados" do Novo Banco regressam aos protestos esta quarta-feira

"Lesados" do Novo Banco regressam aos protestos esta quarta-feira

Era suposto terem protestado aquando da tomada de posse do novo Executivo mas não aconteceu. Contudo, esta quarta-feira, 4 de Novembro, os detentores de papel comercial voltam a mostrar o desagrado pela falta de solução.
"Lesados" do Novo Banco regressam aos protestos esta quarta-feira
Hugo Correia/Reuters
Diogo Cavaleiro 03 de novembro de 2015 às 07:41

A associação que reúne clientes do Banco Espírito Santo que adquiriram papel comercial de sociedades do Grupo Espírito Santo marcou um protesto para esta quarta-feira, 4 de Novembro. É um regresso depois de um período de paragem, que esteve em vigor devido ao período eleitoral. 

 

"Este protesto, será realizado quarta-feira, dia 4 de Novembro, na sede do Novo Banco, Lisboa", indica um e-mail enviado pela Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) esta terça-feira, 3 de Novembro, em que é anunciado o evento para as 11:30.

 

Os investidores neste título de dívida de curto prazo (muitos dizem que não sabiam o que estavam a subscrever, tendo confiado na oferta feita pelo gestor de conta) relembram que ainda não foram reembolsados pelo dinheiro aí colocado, apesar de o Novo Banco e o Banco de Portugal terem, durante a resolução e também nos meses que se seguiram àquela decisão, terem assegurado o seu reembolso.

 

"Este comportamento por parte de uma instituição bancária, ainda por cima tutelada por uma entidade estatal, é inaceitável. Contribui para o descrédito do próprio banco e de todo o sistema financeiro, descrédito esse que está a minar todo o sistema bancário que se quer credível e funcionante", indica o comunicado da associação liderada por Ricardo Ângelo.

 

No comunicado, a AIECP critica o facto de o Novo Banco estar, alegadamente, a processar clientes por prejudicarem a imagem da instituição financeira e ainda ataca o facto de o valor das aplicações em papel comercial surgir nos extractos bancários dos clientes, apesar de tal dinheiro não poder ser aplicado. A associação tem defendido a implementação de um processo de arbitragem para a resolução deste diferendo. 

 

Desde 25 de Setembro, pelo menos, que a associação não organizava um protesto, para "manter a via institucional aberta" com qualquer um dos partidos que estava a concorrer nas últimas legislativas. "Não estamos na campanha a fazer qualquer tipo de acção contra os partidos políticos", disse então Ricardo Ângelo com uma garantia: "Seja qual for o governo, lá estaremos". Desde sexta-feira que Passos Coelho lidera um novo Executivo ainda que o acordo à esquerda ameace a sua durabilidade. 

 

Neste momento, ainda não há qualquer solução para os mais de 2.000 clientes do Novo Banco que, aos balcões do antigo Banco Espírito Santo, adquiriram papel comercial da ESI, da Rioforte e da ES Property , num total de cerca de 500 milhões de euros. Os reguladores Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários só se entendem na necessidade de todos os investidores reclamarem as suas dívidas no Luxemburgo, onde estão em insolvência as sociedades emitentes ESI e Rioforte. 




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