Indústria Líder da Estamparia Adalberto rende Melo na presidência dos têxteis

Líder da Estamparia Adalberto rende Melo na presidência dos têxteis

Mário Jorge Machado, administrador da empresa de Santo Tirso que fatura 30 milhões, é o novo presidente da principal associação da indústria têxtil e de vestuário, apontando à "regeneração do tecido empresarial".
Líder da Estamparia Adalberto rende Melo na presidência dos têxteis
Rui Apolinário - Jornal T
António Larguesa 01 de agosto de 2019 às 17:23

O bracarense Mário Jorge Machado, 57 anos, é o novo presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), substituindo Paulo Melo, administrador da Somelos, que ocupou o cargo nos últimos três anos.

 

A ascensão do administrador da Estamparia Adalberto à liderança da associação empresarial – no último mandato era vice-presidente – foi confirmada nas eleições realizadas esta quarta-feira, 31 de julho, a que se apresentou uma lista única com o tema "Regenerar o setor, ganhar o futuro".

 

Isabel Furtado (TMG) e Miguel Pedrosa Rodrigues (Pedrosa & Rodrigues) ascendem à vice-presidência da associação sediada em Famalicão. Já Eduardo Moura Sá (Idepa) e António Falcão (Têxtil António Falcão) mantêm-se à frente da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, respetivamente, até 2021.

 

Filho dos proprietários dos Móveis Machado, Mário Jorge formou-se em Engenharia de Polímeros na Universidade do Minho. Casado com a herdeira da Estamparia Adalberto, que em 2018 faturou 30 milhões de euros e emprega 380 pessoas, foi um dos gestores têxteis agraciados por Cavaco Silva com a Comenda de Mérito Industrial antes de sair da Presidência da República, em 2015.

 

"O grande desígnio do próximo mandato será a regeneração do tecido empresarial, promovendo a sua modernidade e preparando-o para os desafios da próxima década. Numa conjuntura marcada por novos fenómenos – como a digitalização, automação e economia circular – não se pode confiar nas soluções do presente e menos ainda do passado para responder eficazmente aos problemas que o futuro nos está a colocar", lê-se na nota de imprensa divulgada pela ATP.

 

Em 2018, a indústria portuguesa do têxtil e do vestuário registou o nono ano consecutivo de crescimento nas exportações, com a diversificação de mercados e o impulso de Itália a contrariarem o efeito negativo da Inditex e do Brexit e a contribuírem para um novo máximo de vendas ao exterior de 5.314 milhões de euros.




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