Banca & Finanças Liderança da CGD deve mudar este mês. Paulo Macedo é favorito

Liderança da CGD deve mudar este mês. Paulo Macedo é favorito

A nova administração da Caixa Geral de Depósitos deve ser nomeada ainda este mês. Paulo Macedo, antigo ministro da Saúde de Passos Coelho, é o favorito para suceder a José de Matos na liderança do banco do Estado.
Liderança da CGD deve mudar este mês. Paulo Macedo é favorito
Maria João Gago 15 de março de 2016 às 11:44

O Governo prepara-se para nomear ainda neste mês de Março a nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), apurou o Negócios. Paulo Macedo, antigo vice-presidente do BCP e ex-ministro da Saúde de Passos Coelho, é o favorito para liderar a equipa de gestão do banco do Estado, avança esta terça-feira, 15 de Março, o Diário Económico.

 

Há alguns meses que o Executivo de António Costa decidiu que a administração da CGD, cujo mandato terminou no final do ano, devia ser alvo de uma mudança significativa, o que implicará substituir o actual presidente, José de Matos, e o número dois do banco, Nuno Fernandes Thomaz, como o Negócios avançou em Janeiro.

 

No entanto, a prioridade do Governo para o início do ano foi a elaboração e aprovação do Orçamento do Estado para 2016. Como a votação final deste documento termina esta quarta-feira, 16 de Março, o ministro das Finanças e o primeiro-ministro preparam-se para fechar, nas próximas semanas, a nova equipa de gestão da Caixa. Se houver condições, o processo de nomeação deverá ficar concluído ainda este mês. É essa a intenção do Executivo, sabe o Negócios.

 

Além dos dois principais responsáveis executivos da CGD, a renovação da cúpula do banco deverá passar pela nomeação de um novo presidente executivo, lugar que, actualmente, é ocupado por Álvaro do Nascimento. Foi precisamente para o cargo de "chairman" que, há algumas semanas, terá sido sondada Esmeralda Dourado, administradora do Grupo Sag. No entanto, como o Diário Económico noticiou em Janeiro, a gestora recusou o convite.

Gestor com experiência em cargos públicos

 

Desde que saiu do Governo PSD,/CDS, em Novembro último, Paulo Macedo regressou ao BCP, instituição de que é quadro de topo e cuja administração deixou para ocupar o lugar de ministro da Saúde. Quando saiu, Macedo era vice-presidente do banco, sendo o presidente da instituição Carlos Santos Ferreira, militante socialista.

 

Apesar do vínculo ao BCP, a ida para o Executivo de Passos Coelho não foi a primeira vez que o gestor suspendeu a sua ligação ao banco para desempenhar funções públicas. Entre 2004 e 2007, Macedo foi director-geral de Impostos, cargo para o qual foi convidado por Manuela Ferreira Leite, à altura ministra das Finanças, e onde permaneceu já sob o Governo de José Sócrates.



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