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Liquidatário do Lehman quer quebrar a tradição e fazer investimentos

A firma responsável por liquidar os bens do Lehman Brothers, quer, ao contrário do que é o procedimento normal, investir em dívida afectada por risco de incumprimento, numa tentativa de ganhar mais dinheiro para os credores da empresa e ele próprio durante os próximos cinco anos.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Janeiro de 2010 às 12:04
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A firma responsável por liquidar os bens do Lehman Brothers, quer, ao contrário do que é o procedimento normal, investir em dívida afectada por risco de incumprimento, numa tentativa de ganhar mais dinheiro para os credores da empresa e ele próprio durante os próximos cinco anos.

O líder da Alvarez & Marsal, Bryan Marsal, quer comprar 3,5 mil milhões de dólares em dívida, de acordo com a Bloomberg que cita documentos do tribunal, pelos quais propõe pagar 1,4 mil milhões de dólares. A proposta será revista por um juiz de falências, hoje nos Estados Unidos.

“Na maioria dos casos, uma empresa falida que não está a planear voltar a emergir, veria os seus activos a serem liquidados”, disse o Marsal numa entrevista à Bloomberg. “Se os activos do Lehman tivessem sido vendidos numa liquidação [imediata], teríamos angariado talvez entre 10 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) a 20 mil milhões de dólares”, Demorando mais tempo, o liquidatário poderá conseguir 40 a 50 mil milhões de dólares, disse Marsal à Bloomberg..

O dinheiro que a Alvarez & Marsal conseguir recuperar, vai para os credores do banco de investimento e será parcialmente utilizado para pagar à firma de reestruturações. A firma de Marsal recebe uma comissão de 0,175% do total recuperado, se este ficar acima de 15 mil milhões de dólares. Essa comissão está limitada a 25% do total recebido em taxas pagas à firma, o que limita este montante a um máximo próximo dos 50 milhões de euros, segundo a Bloomberg.

No dia 30 de Novembro, a Lehman Brothers tinha recuperado 16,3 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado enviado ao tribunal de Falências norte-americano, citado pela Bloomberg. O banco apresentou o maior pedido de falência da história, em Setembro de 2008, com dívidas no valor de 613 biliões de dólares, da qual a maior parte não estava segurada.

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