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Livraria Bertrand planeia expansão em Espanha (act.)

O grupo livreiro Bertrand está a realizar um plano de negócios com vista à sua expansão no mercado espanhol, naquela que será a sua primeira iniciativa internacional, anunciou hoje João Alvim, presidente do Círculo de Leitores.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 28 de Junho de 2006 às 13:54
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O grupo livreiro Bertrand está a realizar um plano de negócios com vista à sua expansão no mercado espanhol, naquela que será a sua primeira iniciativa internacional, anunciou hoje João Alvim, presidente do Círculo de Leitores.

O responsável falava em conferência de imprensa hoje realizada para anunciar formalmente a compra do grupo livreiro português pela Bertelsmann, através da participada Direct Goup (onde engloba já a Círculo de Leitores) em que a holding alemã irá investir 30 milhões de euros no período de dois anos.

O montante em causa "não se limita a valores de aquisição", não discriminados por João Alvim, mas engloba ainda investimentos na expansão e remodelação das 48 livrarias que a Bertrand já detém em Portugal, na área logística e em recursos financeiros, já que o investimento irá permitir "a consolidação financeira do grupo" livreiro luso.

João Alvim escusou-se a quantificar o passivo da Bertrand, mas recusou dramatizara situação financeira em que os compradores encontraram o grupo livreiro português, duvidando que "haja alguém que possa apresentar atrasos significativos" nos pagamentos da companhia.

Com a compra, o novo grupo que irá surgir da aquisição, agregado na "holding" Direct Group Portugal reunirá a Lexicultural – Actividades Editoriais, a Círculo de Leitores, a Bertrnd Livrarias, Bertrand Distribuição e Bertrand Editora. A facturação duplica para 80 milhões de euros, assim como o número de empregados, que ascende agora a 700. Não se prevê "qualquer ajuste ou redução de efectivos resultantes desta aquisição" adiantou o presidente da Círculo de Leitores, que passará agora a acumular tais funções das recém entradas empresas do grupo.

Embora reconhecendo que não há muitos dados estatísticos sobre o sector no território português, João Alvim acredita que com a aquisição, o "grupo passará a deter uma quota de 12% do mercado total do livro", avaliado em 500 milhões de euros pela União dos Editores Portugueses.

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