Banca & Finanças Lloyds vai investir 3,9 mil milhões em plano tecnológico

Lloyds vai investir 3,9 mil milhões em plano tecnológico

O banco britânico liderado pelo português Horta Osório vai investir 3,9 mil milhões de euros em tecnologia no âmbito de um plano estratégico de três anos. Lloyds também vai investir até 1,13 mil milhões de euros na recompra de acções próprias.
Lloyds vai investir 3,9 mil milhões em plano tecnológico
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 21 de fevereiro de 2018 às 07:54

O banco britânico Lloyds, liderado pelo português António Horta Osório, vai avançar com um investimento superior a 3 mil milhões de libras (3,9 mil milhões de euros) em tecnologia, inserido num plano estratégico de inovação com a duração de três anos. Irá também investir até mil milhões de libras (1,13 mil milhões de euros) na recompra de acções próprias.

Após sete anos à frente da maior instituição financeira britânica em crédito imobiliário, Horta Osório vai incrementar a aposta no digital em resposta à crescente utilização da tecnologia por parte dos clientes que, por sua vez, recorrem cada vez menos aos balcões físicos tradicionais.

Já há quatro anos, Osório estabeleceu como prioridade a transformação digital, o encerramento de balcões e a redução da força de trabalho. Depois de em 2016 ter anunciado a redução de 9 mil postos de trabalho, no início deste mês o Lloyds revelou a intenção de cortar mil empregos.

O Lloyds fechou o quarto trimestre do ano passado com uma quebra de 20% dos lucros antes de impostos, que recuaram de 973 milhões de libras no período homólogo para 780 milhões de libras.

Por outro lado, nos últimos 12 meses o banco valorizou menos de 1% em bolsa, o que compara com uma valorização superior a 7% verificada pelos bancos europeus que integram o índice da Bloomberg.

Isto numa altura em que a capacidade do Lloyds, assim como dos restantes bancos do Reino Unido, está fortemente ligada à evolução da economia britânica num momento de indefinição devido à negociação em curso para o Brexit.




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mais votado À atenção da Caixa Geral de Depósitos 21.02.2018

"Plano estratégico de inovação"

Era isto que também era preciso na Caixa,
a par de um esforço deliberado para interagir com os Clientes,
para constantemente os ouvir,
para lançar novos e melhores produtos,
para aumentar a qualidade dos existentes.
Será obviamente importante rectificar os erros do passado.
Mas, uma vez tal alcançado,
não menos importante será preparar a Caixa para o futuro,
tornando-a competitiva a nível de padrões europeus de qualidade.
Não lhe escassearão potencialidades,
porque vontade certamente não falta a quem é na essência o seu accionista:
o Povo Português.

comentários mais recentes
Anónimo 21.02.2018

Em Portugal é proibido despedir excedentários mesmo que se ande a tropeçar neles a cada passo que se dê dentro de uma organização. Aliás, em Portugal não se pode falar em excedentários porque a própria constituição diz que eles não existem, existiram ou alguma vez existirão. Viva o PREC. Os mesmos do costume pagam enquanto der...

Anónimo 21.02.2018

E lá nos bancos Anglo-Saxónicos despedem excedentários doa a quem doer que os outros cidadãos e organizações não estão condenados a serem escravos permanentes e vítimas de extorsão ad eternum de uma corja de parasitas.

General Ciresp 21.02.2018

Infelizmente um banco e como 1 mata.Quanda a mata comeca arder a primeira arder sao as arvores de tamanho pequeno, as primeiras a serem ingolidas pelo fogo.Se a intervencao dos bombeiros for rapida e eficaz as arvores de muito vento por certo escapam,nao e assim Sr.Osorio.O pequeno e tudo ate escudo

À atenção da Caixa Geral de Depósitos 21.02.2018

"Plano estratégico de inovação"

Era isto que também era preciso na Caixa,
a par de um esforço deliberado para interagir com os Clientes,
para constantemente os ouvir,
para lançar novos e melhores produtos,
para aumentar a qualidade dos existentes.
Será obviamente importante rectificar os erros do passado.
Mas, uma vez tal alcançado,
não menos importante será preparar a Caixa para o futuro,
tornando-a competitiva a nível de padrões europeus de qualidade.
Não lhe escassearão potencialidades,
porque vontade certamente não falta a quem é na essência o seu accionista:
o Povo Português.

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