Banca & Finanças Lone Star aponta primeira portuguesa para conselho geral e de supervisão do Novo Banco

Lone Star aponta primeira portuguesa para conselho geral e de supervisão do Novo Banco

Carla Antunes da Silva, directora de estratégia do Lloyds, é a nova presença no conselho geral e de supervisão do Novo Banco. O órgão passa a ter uma mulher e uma portuguesa na sua composição.
Lone Star aponta primeira portuguesa para conselho geral e de supervisão do Novo Banco
Jorge Paula/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 02 de abril de 2018 às 16:54

É a primeira presença feminima e, ao mesmo tempo, a primeira portuguesa no conselho geral e de supervisão do Novo Banco. A Lone Star nomeou Carla Antunes da Silva para o órgão de fiscalização da instituição financeira, de que o Fundo de Resolução é accionista com 25% do capital. Carece ainda autorização do supervisor.

 

"O Novo Banco informa que em assembleia-geral do banco se deliberou a nomeação de Carla Antunes da Silva como membro do conselho geral e de supervisão (CGS) para o mandato em curso", revela o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A nomeação da gestora - que vai acumular este cargo não executivo com a de directora do britânico Lloyds - já aconteceu, mas "o início do desempenho das suas funções está pendente de autorização pelo Banco Central Europeu".

 

Carla Antunes da Silva está, desde Outubro de 2015, à frente da direcção de estratégia do grupo Lloyds, presidido pelo português António Horta Osório. Até chegar ao cargo, a gestora encontrava-se no Credit Suisse. No currículo, conta com passagens pelo JPMorgan e pelo Deutsche Bank. "A sua formação académica foi realizada em Inglaterra, com um Master of Art (PPE - Politics, Philosophy and Economics) pela Universidade de Oxford e um Master of Science (MSc) Management pela London School of Economics", concretiza a instituição.

 

Conselho fica completo

O conselho geral e de supervisão tinha, até aqui, oito membros, todos estrangeiros e todos homens, sendo encabeçado por Byron Haynes. Segundo os estatutos, oito é o número mínimo de membros, e 12 o máximo.

 

O Novo Banco esclarece, no comunicado ao regulador, que com esta nomeação fica completo "o conselho geral e de supervisão com um número final de nove membros".

 

O mandato estende-se até 2020, com o início de funções em Outubro passado, quando a Lone Star comprou 75% do capital do banco herdeiro do Banco Espírito Santo ao Fundo de Resolução.

  

A entrada de uma presença feminina no conselho geral e de supervisão visa respeitar as exigências do Banco Central Europeu, que tem apostado na exigência de paridade de género nos órgãos sociais das instituições bancárias. É do conselho geral e de supervisão que emanam os comités para as matérias financeiras, de risco, de remunerações, de nomeações e ainda de compliance, que asseguram a fiscalização à operação do banco e o desempenho do conselho de administração executivo.

Já o conselho de administração executivo, que assegura a gestão quotidiana e que é liderado por António Ramalho, é composto por seis personalidades, em que Luísa Matos é a única representante feminina, após a saída, no final do mês passado, de Isabel Ferreira.

Para já, uma das tarefas que Carla Antunes da Silva terá pela frente, enquanto membro do conselho geral e de supervisão, é monitorizar o desempenho financeiro e o controlo orçamental do banco, bem como as políticas gerais do banco.

 

Na semana passada, foi revelado que os prejuízos do Novo Banco em 2017 ascenderam a 1.395 milhões de euros, sobretudo devido à constituição de imparidades para crédito. Um resultado que conta com uma injecção de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, até 450 milhões vindos de um empréstimo do Estado.

 




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