Energia Lucro da EDP derrapa 39% para 100 milhões até março

Lucro da EDP derrapa 39% para 100 milhões até março

A EDP justifica o resultado com os custos financeiros e impostos mais elevados no primeiro trimestre deste ano.
Sara Ribeiro 16 de maio de 2019 às 18:18

Nos três primeiros meses do ano a EDP registou um resultado líquido de 100 milhões de euros, o que representa uma queda de 39% face ao mesmo período do ano passado e superior à prevista pelos analistas que apontavam para uma queda inferior a 30%.  Em comunicado emitido esta quinta-feira à CMVM, a elétrica explica que tendo em conta os efeitos não recorrentes o lucro caiu 32% em termos homólogos, para 167 milhões de euros.

A empresa justifica este resultado com "os custos financeiros e impostos mais elevados no primeiro trimestre, que mais do que mitigaram o impacto positivo do crescimento da distribuição no Brasil e aumento de capacidade renovável". E destaca que o imposto sobre o rendimento ascendeu a 99 milhões de euros, um aumento de 25 milhões face a 2018 "no seguimento de uma elevada taxa efetiva de imposto no primeiro trimestre de 2019", pesando 27% face os 18% registados no período homólogo de 2018.

Em sentido inverso, durante o período em análise, o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) subiu 3% para 921 milhões de euros.

Já o EBITDA recorrente das Renováveis recuou 6%, "na medida em que a recuperação dos preços de venda de energia compensou parcialmente o efeito dos escassos recursos renováveis".

A EDP sublinha ainda que "os benefícios da expansão do portfólio (41 milhões de euros) foram penalizados por um impacto negativo de 149 milhões de euros, face ao período homólogo, causado pela fraca hidraulicidade e, de certo modo, fraca eolicidade". Isto porque nos três primeiros meses do ano, a hidraulicidade em Portugal diminuiu 48% e a eolicidade, em média, caiu 7%, face à média de longo prazo, segundo os dados da EDP.

No que toca aos resultados financeiros, também registaram uma queda de 43% para 180 milhões de euros "penalizados por um efeito desfavorável em termos comparativos com o período homólogo do ano passado nos resultados com coberturas financeiras".

A dívida líquida aumentou 268 milhões de euros para 13,7 mil milhões de euros, "reflexo de aceleração de crescimento e de pagamentos a fornecedores de imobilizado".



(notícia atualizada às 19:10 com mais informação)




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