Energia Lucro da EDP Renováveis cai 30% com descida de preços da energia a penalizar

Lucro da EDP Renováveis cai 30% com descida de preços da energia a penalizar

A empresa liderada por Manso Neto registou lucros de 115,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2018, um decréscimo de 30% comparativamente com igual período do ano passado. Já o EBITDA recuou 12% para 869,4 milhões de euros.
No exercício financeiro realizado entre Janeiro e Setembro deste ano, a EDP Renováveis obteve lucros de 115,2 milhões de euros, o que representa uma quebra de 30% face ao resultado líquido de 165,5 milhões de euros alcançado no período homólogo.

No comunicado enviado, na manhã desta quarta-feira, 7 de Novembro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a cotada liderada por Manso Neto revela ainda que o EBITDA caiu 12%, dos 990,7 milhões de euros registados nos primeiros nove meses de 2017 para 869,4 milhões de euros no mesmo período deste ano. 

As receitas caíram 8% para 1.239 milhões de euros, com a empresa liderada por Manso Neto a ser penalizada pela descida dos preços de venda, aumento da produção, impacto cambial e outros efeitos.

 

No comunicado a EDPR refere que o preço médio de venda totalizou 53,7 euros por MWh, o que traduz uma queda de 11% face ao período homólogo "devido a impactos de fx (variações cambiais) e menores preços na Europa (-6%; maioritariamente na Polónia e Roménia) e América do Norte (-3%)".

 

A descida do EBITDA também é justificada pela EDP "com custos de depreciação e amortização superiores, incluindo provisões, imparidades e líquido de subsídios do governo".

Pela positiva, os resultados financeiros melhoraram para -219 milhões de euros, devido ao ganho com a "venda de uma participação num projecto offshore do Reino Unido, juntamente com custos de parcerias institucionais mais baixos e juros financeiros líquidos".

 

A empresa que está a ser alvo de uma OPA da China Three Gorges chegou a Setembro com uma dívida líquida de 3.482 milhões de euros, o que representa um aumento de 676 milhões de euros em nove meses. Este agravamento, segundo a EDPR, reflecte "por um lado, a caixa gerada pelos activos e, por outro lado, os investimentos no período, a liquidação de um swap cruzado de taxa de juro cruzada para proteger o investimento em USD nos EUA contra as diferenças de forex e a conversão cambial".




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