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Lucro da EDP Renováveis sobe 7% para 135 milhões e fica acima do previsto

As casas de investimento da CGD e do BCP apontavam para um crescimento do resultado líquido da empresa de energias verdes do Grupo EDP, mas abaixo do que o que realmente se verificou. A EDP Renováveis apresentou um avanço anual da produção, o que animou as receitas, embora os custos também tenham subido. Contudo, o quarto trimestre registou queda dos números.

Pedro Elias/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 07:32
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A EDP Renováveis registou um crescimento do resultado líquido em 2013 que ficou acima do previsto pelos analistas do CaixaBI e do Millennium IB. O avanço das receitas e do resultado operacional foi ajudado pela redução dos resultados financeiros. Isto apesar de, no quarto trimestre, ter reportado um deslize do lucro.

 

O lucro da empresa sob comando de João Manso Neto (na foto) fixou-se, em 2013, nos 135 milhões de euros, o que representa um crescimento de 7% face aos 126 milhões atingidos no ano anterior, de acordo com o comunicado emitido pela Renováveis através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No quarto trimestre, o lucro registado foi de 34 milhões, ligeiramente mais baixo que o alcançado no mesmo período do ano anterior. 

 

As casas de investimento do BCP e da CGD apontavam para uma progressão do resultado líquido mas não antecipavam que este superasse os 130 milhões de euros no ano passado.

 

A companhia de energia eólica do Grupo EDP defende que o resultado foi prejudicado por eventos não recorrentes, diferenças cambiais e ganhos de capital, já que ajustado destes factores, o lucro seria de 145 milhões de euros.

 

Receitas sobem, custos também

 

A contribuir para este número esteve o aumento de 6% das receitas da Renováveis, para os 1.356 milhões de euros, no ano passado. Neste período, a empresa conseguiu produzir 19,9 terawatts-hora, o que representa um crescimento de 8% face à produção alcançada um ano antes. Este avanço superou a expansão da capacidade instalada, que subiu 6,3%. Para isso contribuiu o factor de utilização (activos utilizados), que avançou 0,6 pontos base para 30%. Nos últimos três meses do ano, as receitas subiram apenas 1%.

 

Ao crescimento anual de 6% das receitas junta-se uma expansão de 18% dos custos operacionais, que alcançaram os 409 milhões de euros. O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 1% para 947 milhões de euros, “incluindo o impacto cumulativo negativo de 71 milhões de euros referente às alterações regulatórias em Espanha”. No quarto trimestre, o EBITDA deslizou 9%.

 

Na totalidade do ano, o EBITDA representou 70% das receitas, uma quebra de 3 pontos percentuais face ao rácio apresentado em 2012.

 

Apesar deste menor crescimento no resultado operacional, o lucro da EDP Renováveis foi beneficiado pelos menores custos financeiros, já que, neste aspecto, João Manso Neto viu a sua empresa enfrentar um deslize de 5% dos resultados financeiros para 263 milhões.

 

“Os juros financeiros líquidos diminuíram 3% face a 2012, reflectindo uma menor dívida líquida e o custo estável da dívida (5,2% em Dezembro de 2012”, aponta o documento. A dívida líquida caiu 0,7% para 3.283 milhões de euros entre Dezembro de 2012 e o mesmo mês de 2013.

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