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Lucros da Galp caem mais de 37% para 47 milhões de euros

A petrolífera portuguesa viu o seu resultado líquido saldar-se em 47 milhões de euros, no primeiro trimestre, um valor que fica aquém do estimado pelos analistas consultados pela Bloomberg. O EBITDA da empresa subiu 4,8% para 265 milhões de euros.

Correio da Manhã
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 07:52
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Os resultados líquidos da Galp Energia caíram 37,9% em termos homólogos para 47 milhões de euros de acordo com a informação disponibilizada pela empresa à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “No primeiro trimestre de 2014, o resultado líquido foi de 47 milhões de euros, uma descida de 29 milhões de euros face ao mesmo período de 2013”, esclarece a companhia em comunicado.

 

De acordo com a informação disponibilizada pela empresa ao regulador, a quebra dos resultados deve-se "principalmente ao aumento das amortizações no negócios de R&D [pesquisa e desenvolvimento] que se seguiu ao arranque do complexo de hydrocracking". Este complexo transforma hidrocarbonetos de petróleo em gasolina.

   

O EBITDA cresceu 4,8% para 265 milhões de euros, face ao período homólogo de 2013 “que se deveu essencialmente ao aumento da produção de petróleo e gás natural no negócio de E&P e à mais robusta atividade de supply & trading no negócio de G&P”.

  

O resultado líquido registado pela petrolífera portuguesa fica aquém do estimado pelos analistas consultados pela Bloomberg. Os especialistas apontavam para um valor médio de 53,9 milhões de euros.

 

Por outro lado, os analistas das casas de investimento do BPI, BES e CGD antecipavam uma descida do lucro da Galp nos primeiros três meses do ano. Segundo cálculos do Negócios, com base nas estimativas das unidades de investimento, o EBITDA recorrente (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) deverá subir, em média, 7% para 272 milhões de euros.

 

Nos primeiros três meses de 2013, o indicador situava-se em cerca de 253 milhões de euros. O resultado líquido médio recorrente da petrolífera nacional esperado para as contas relativas ao primeiro trimestre é de 47 milhões de euros. Uma quebra de 37% face aos 76 milhões de euros alcançados um ano antes.  

 

O BESI era o banco mais pessimista no que diz respeito ao lucro. Apontava para 37 milhões, esperando um impacto pela negativa devido ao crescimento de despesas financeiras e despesas não recorrentes. Já o BPI encontra-se no ponto oposto, com 56 milhões de euros.   

 

O comunicado da empresa aponta ainda que nos primeiros três meses de 2014 a petrolífera investiu 197 milhões de euros "dos quais cerca de 90% se destinaram a actividades de exploração e produção nomeadamente de desenvolvimento do campo Lula, no Brasil". "No final de Março de 2014, a dívida líquida era de 2.296 milhões de euros, ou de 1.456 milhões de euros considerando o empréstimo à Sinopec com caixa e equivalentes", acrescenta o documento.

 

(Notícia actualizada às 8h40)

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