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Lucro da Galp Energia soma 20% em 2014

Os resultados operacionais da Galp subiram no quarto trimestre, apesar da quebra do negócio de exploração e produção, o que ajudou também ao aumento do lucro anual da petrolífera. A dívida e o investimento avançaram em 2014.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 07:40
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Mesmo num contexto de queda dos preços do petróleo, a Galp Energia conseguiu registar um aumento de 20% dos lucros recorrentes em 2014. A petrolífera justifica esta melhoria devido ao facto de não ser apenas uma companhia de exploração e produção mas também de refinação e ligada ao gás natural, o que permitiu compensar um desempenho operacional penalizado pelas cotações da matéria-prima. 

 

O resultado líquido da empresa dirigida por Manuel Ferreira de Oliveira (na foto) ficou em 373 milhões de euros em 2014, o que representa um avanço de 20,2% face aos 310 milhões de euros do ano anterior, indica o comunicado de apresentação de resultados anuais emitido esta segunda-feira, 9 de Fevereiro, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). No quarto trimestre, o lucro foi de 137 milhões, mais do que os 105,4 milhões esperados pelos analistas consultados pela agência Bloomberg.

 

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ganhou 15,2% em 2014, alcançando os 1.314 milhões de euros. Já o EBIT (que já incorpora das depreciações e amortizações) foi de 775 milhões de euros no ano passado, um avanço homólogo de 31,3%. Algo que foi conseguido porque, apesar das vendas e prestações de serviços terem caído 8,7% (devido à diminuição das cotações da matéria-prima e do volume de vendas que se sentiu na Galp devido à paragem para manutenção de mais de um mês da refinaria de Sines), os custos operacionais desceram ainda mais (10%).

 

Assim, em 2014, o resultado líquido (já depois de juros e impostos e todos os custos não recorrentes) subiu 20,2% com a ajuda das três áreas de negócio: Exploração e Produção, Refinação e Distribuição, Gás e Electricidade. Isto embora, com a descida dos preços do petróleo, a primeira unidade tenha apresentado variações negativas no quarto trimestre. 

 

No que diz respeito ao investimento, registou-se um aumento de 18,6% para 1.143 milhões de euros (em 2013 não superava a barreira dos 1.000 milhões). Segundo a empresa, 87% deste montante teve como destino o segmento de Exploração e Produção, "nomeadamente para as actividades de desenvolvimento no campo Lula/Iracema, no bloco BM-S11, no Brasil". O investimento subiu na área de desenvolvimento e produção mas caiu tanto na refinação como no gás natural.

 

A dívida líquida também ganhou terreno. No final do ano, a dívida líquida totalizava 2.520 milhões de euros, mais 16% do que em 2013. Há um empréstimo à chinesa Sinopec, com que a Galp tem uma parceria no Brasil, que, quando não contabilizado como crédito, permite que a dívida líquida da empresa se fixe em 1.630, ainda assim também 25% superior ao ano anterior. A dívida representa 1,2 vezes o EBITDA alcançado. 

 

A produção média de petróleo avançou, graças sobretudo ao Brasil, já que em Angola se verificou uma descida. Já na refinação, as margens melhoraram, mas a produção registou uma quebra de 9%, que a Galp atribui à paragem da refinaria. As vendas a clientes também deslizaram, o que também levou a uma diminuição das exportações para fora da Península Ibérica. No campo da energia, as vendas de gás natural a clientes directos deslizou, sendo compensadas pelo "trading".

  

(Notícia actualizada às 8h40 com mais informações)

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