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Lucro da Portucel desliza mas fica acima do esperado pelos analistas

As vendas totais da papeleira subiram no terceiro trimestre de 2013 face ao ano anterior embora tenham perdido terreno em relação ao segundo trimestre. Segmento do papel deu impulso negativo, ao contrário da energia. A pasta teve um contributo misto.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 18:02
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O lucro da Portucel no terceiro trimestre deste ano ficou abaixo do período homólogo e do trimestre anterior mas conseguiu superar o que era previsto pelos analistas. As vendas totais também surpreenderam pela positiva. A empresa deu hoje o pontapé de saída na época de resultados em Portugal.

 

O resultado líquido da papeleira situou-se em 52 milhões de euros entre Julho e Setembro de 2013, o que representa uma descida de 4,8% em relação ao período homólogo. Nos nove meses, o lucro ficou em 149,7 milhões (-6,5%).

 

O valor divulgado esta segunda-feira, através de um comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), fica acima do esperado pelas casas de investimento. O CaixaBI apontava para lucro de 48,4 milhões, enquanto o BPI Equity Research esperava 45 milhões.

 

As receitas da empresa liderada por José Honório (na foto) subiram nos três meses entre Julho e Setembro em termos homólogos tendo ficado, igualmente, acima do esperado. As vendas totalizaram 381,1 milhões de euros, superiores ao antecipado pelas casas de investimento, cuja previsões não superavam os 370 milhões.

 

O volume de negócios caiu 4,5% face ao segundo trimestre, o que ficou, segundo a empresa, “em linha com o comportamento verificado em anos anteriores e que reflecte o abrandamento da actividade nos meses de Verão e consequente menor produção, por via das paragens planeadas para esta época de menor procura”.

 

No acumulado dos nove meses desde o início do ano, a Portucel apresentou um volume de negócios de 1.137,2 milhões de euros, o que, neste caso, representa uma subida de 2,5% face ao mesmo período de 2012. Nas contas dos nove meses, a consolidação integral, no início do ano, da empresa de cogeração de gás natural Soporgen justifica a evolução.

 

Papel em baixa, energia positiva, pasta mista  

 

Em termos de sectores em que opera, a Portucel registou uma quebra homóloga de 5% das vendas do negócio em papel. Na energia, onde aposta na biomassa florestal, houve um crescimento em torno de 7% do volume e das vendas.

 

“No negócio da pasta, o Grupo registou um desempenho positivo em termos de volume de vendas, com um aumento de 3%, possibilitado em grande medida pelo bom desempenho produtivo referido anteriormente. O volume de pasta vendida foi, aliás, o maior registado nos últimos 4 anos. No entanto, dada a descida dos preços da pasta BEKP, que se verificou ao longo do Verão, as vendas em valor acabaram por registar um decréscimo de 6,8% relativamente ao trimestre anterior”, assinala ainda o comunicado.

 

No terceiro trimestre do ano, o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu 1,1% para os 85,1 milhões de euros em termos homólogos e caiu 5,2% face ao segundo trimestre.

 

A dívida líquida remunerada desceu para 263,7 milhões de euros no final do trimestre, com um “cash flow livre” (dívida líquida, dividendos e compra de acções próprias) de 96,5 milhões.

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