Energia Lucros da EDP recuam 18% no primeiro trimestre

Lucros da EDP recuam 18% no primeiro trimestre

Os três primeiros meses foram penalizados por um "contexto operacional muito mais severo" devido à falta de chuva e de vento. Os lucros desceram mas ficaram acima do esperado,
Lucros da EDP recuam 18% no primeiro trimestre
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes 03 de maio de 2017 às 16:48
Os lucros da EDP recuaram 18% para 215 milhões de euros no primeiro trimestre face a período homólogo.

Nos três primeiros meses, o EBITDA recuou 11% para 1.011 milhões de euros. Sem efeitos extraordinários no primeiro trimestre de 2016, o EBITDA teria recuado 5% devido a um "contexto operacional muito mais severo, marcado por uma baixa produção hídrica e preços spot muito elevados, em particular quando comparado com um primeiro trimestre de 2016 muito chuvoso e com preços muito baixos".

O resultado do primeiro trimestre ficou acima do esperado pelos analistas do Caixabi que estimaram um resultado líquido de 202 milhões de euros.

Decompondo o EBITDA, a produção e comercialização da Península Ibérica recuou 41% para 138 milhões de euros. No primeiro trimestre, a hidraulicidade ficou 36% aquém da média histórica, com o "tempo seco e os preços spot elevados durante o primeiro trimestre de 2017 compararam muito desfavoravelmente com um primeiro trimestre de 2016 muito chuvoso e com baixos preços". A produção hídrica caiu assim para metade face ao registado no primeiro trimestre de 2016

Já nas redes reguladas na Península Ibérica, o EBITDA recuou 13% para 265 milhões devido a uma maior margem bruta e redução de custos operacionais.

Na EDP Renováveis, o EBTIDA recuou 2% para 373 milhões de euros "com uma subida de 2% na produção, por impostos mais elevados sobre o património e por um acréscimo nos impostos sobre a geração em Espanha".

Já a contribuição da EDP Brasil caiu 11%, impactada pela mais valia gerada no primeiro trimestre de 2016 devido à venda de Pantanal.

Já a dívida líquida da EDP subiu 0,8% durante o início do ano para os 16 mil milhões de euros, com o contributo de 40 milhões de "free cash flow orgânico recorrente", 20 milhões pagos em sede de IVA, "valor a recuperar durante o ano", a redução de activos regulatórios em 30 milhões, o aumento da dívida em 70 milhões, "essencialmente explicado pelo investimento líquido em expansão, pagamentos a fornecedores de activos fixos e alterações no perímetro de consolidação".

Já o investimento líquido recuou em 11 milhões para 269 milhões durante o primeiro trimestre. Os investimentos financeiros líquidos, por seu turno, ascenderam a 27 milhões no primeiro trimestre incluindo os contributos de capital para o projecto de São Manoel no Brasil e centrais eólicas offshore desenvolvidas em parceria.

(notícia actualizada às 17:03)



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