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Lucros da Navigator recuam para 95 milhões até junho

Queda dos preços da pasta e diminuição da produção e vendas de papel penalizaram os resultados da Navigator no primeiro semestre deste ano.

Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 24 de Julho de 2019 às 19:28
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A The Navigator Group reportou um resultado líquido de 94,9 milhões de euros no primeiro semestre deste, valor que corresponde a uma quebra de 20,5% face aos lucros 119,4 milhões registados em igual período do ano passado. Os resultados foram anunciados, esta quarta-feira, 24 de julho, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No conjunto dos seis primeiros meses do ano, o volume de negócios da papeleira aumentou em 4,6%, para 854 milhões de euros. Contudo, refere a empresa, "o período caracterizou-se pelos desafios apresentados pelas condições de mercado do setor de pasta e papel, em particular pela queda dos preços de pasta". A Navigator registou, ainda assim, um nível de preços de papel superior ao semestre homólogo, o que, "conjugado com o aumento de vendas de pasta e 'tissue', compensou a evolução desfavorável nos volumes de produção e vendas de papel", pode ler-se no comunicado enviado à CMVM.

Com vendas de 611 milhões, o segmento de papel representou 72% do volume de negócios. Já a energia representou 10% do volume de negócios, com vendas de 82,8 milhões, enquanto a pasta alcançou 77,6 milhões (o equivalente a 9% do total) e o negócio de "tissue" outros 65,4 milhões (8% do total).

O EBITDA recuou 8,4% para 207 milhões, face aos 226 milhões registados no primeiro semestre do ano passado. Os resultados de 2018 beneficiaram, contudo, de um impacto positivo de cerca de 13 milhões relativo à venda do negócio das pellets no Estados Unidos. Sem este efeito, a quebra do EBITDA teria sido de apenas 2,8%.

A dívida líquida aumentou em 113,4 milhões face ao final do ano passado e totaliza agora 796,4 milhões, um agravamento que é justificado pelo pagamento de 200 milhões de euros em dividendos e pela aquisição de ações próprios no valor de 14,2 milhões. Assim, a dívida líquida representa agora 1,8 vezes o EBITDA, contra 1,73 vezes em junho do ano passado.

Notícia atualizada às 19h51 com mais informação.
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