Telecomunicações Lucros da Nos crescem 37% e superam previsões

Lucros da Nos crescem 37% e superam previsões

A empresa liderada por Miguel Almeida sustentou o crescimento de 2017 com a angariação de mais clientes, com as telecomunicações móveis em destaque.  
Nuno Carregueiro 12 de março de 2018 às 00:41

A Nos fechou o exercício de 2017 com um resultado líquido de 124 milhões de euros, o que representa um aumento de 37,3%, anunciou a empresa em comunicado à CMVM. Os analistas do CaixaBI contavam com resultados líquidos de 119,8 milhões de euros.

 
A empresa decidiu aumentar o dividendo de forma mais acentuada, que cresce 50% para 30 cêntimos por acção. A operadora vai entregar aos accionstas 157 milhões de euros, um valor superior aos lucros obtidos e que representa um "payout" de 137%.

A empresa liderada por Miguel Almeida também conseguiu superar as previsões do CaixaBI ao nível das receitas e do EBITDA e, em comunicado, salienta que "registou crescimento em todos os serviços" em 2017, o que possibilitou aumentar a quota de mercado, que no final do terceiro trimestre se situava em 31,4%.

 

O EBITDA aumentou 3,1% para 580,6 milhões de euros, acima dos 568,6 milhões de euros estimados pelos analistas do CaixaBI. Quanto às receitas, cresceram 3,1% para 1.561,8 milhões de euros (CaixaBI apontava para 1556,5 milhões de euros). A margem EBITDA melhorou 4 décimas para 37,2%.

 

Além da melhoria operacional, a impulsionar os lucros da Nos esteve o desempenho das empresas associadas e joint-ventures, que passaram de um contributo negativo em 2016 para um positivo de 22,8 milhões de euros em 2017.

 

A Nos salienta que este crescimento foi também sustentado pelo aumento do número de serviços (RGU) em 3,7% para 9,412 milhões, o que traduz 335 mil adições líquidas ao longo de 2017.

 

Nas telecomunicações móveis a Nos angariou 217 mil novos clientes, aumentando a base de subscritores em 4,9%. Na TV por subscrição o número de clientes aumentou 1%, na voz fixa subiu 1,9% e na banda larga aumentou 5,4%. Na unidade de cinemas o número de bilhetes vendidos cresceu 3,9%.

 

O capex situou-se em 380,6 milhões de euros, num ano em que o número de casas passadas aumentou 8,5% para mais de 4 milhões. "O investimento que estamos a realizar na nossa rede móvel tem principalmente o objectivo de aumentar a capacidade, flexibilidade e eficiência da rede, no sentido de oferecer a melhor qualidade de serviço possível", refere a operadora.

 

O "free cash flow" total mais do que duplicou para 133,4 milhões de euros e a dívida financeira líquida atingiu 1.085 milhões de euros, o que representa menos de duas vezes o EBITDA.

 

Citado em comunicado, o CEO Miguel Almeida classifica o desempenho da Nos de "excelente" e considera que a subida de quota de mercado "reflecte uma contínua conquista da confiança de cada vez mais famílias e empresas".

 

"Em 2018, vamos acelerar ainda mais os nossos investimentos em infra-estrutura, nomeadamente na modernização das redes de acesso com tecnologias de última geração, prosseguindo o caminho de melhoria continua da qualidade do serviço que prestamos aos nossos clientes", reforçou o CEO.




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comentários mais recentes
Alentejano 12.03.2018

Compradores com dinheiro fresco na mão (e dependendo do BCP) e alta capacidade de credito. E vendedores a precisar rapidamente de dinheiro para tapar buracos políticos (chineses), Financeiros (Sonangol/estado Angolano) Judiciais (Isabel dos Santos) Vivemos tempos interessantes"someone must give in"

Alentejano 12.03.2018

E quem diz a Fosun diz metade dos grandes conglomerados chineses que precisam de comprar novos amigos entre o PCC! Ao mesmo tempo o preço do Petróleo em Baixo e Angola a funcionar em deficit também implica que devem precisar de vender, algo que a Isabel não precisa! Logo temos compradores e vendedor

Alentejano 12.03.2018

Outra tangente é o aperto anti-corrupção na china de que a Fosun sendo de um antigo Aliado do Jang Zemin e como tal tendo um alvo nas costas pode tentar safar-se comprando uma nova Aliança agora que o Xi se tornou "Presiktator for life". Se calhar é isto a fosun a precisar de capital...

Alentejano 12.03.2018

Ou os chineses ou os Angolanos querem o preço das acções altos para irem sair de mansinho e em contra ciclo ou os chineses ou os Angolanos estão a juntar um warchest para se lançarem ao ataque quando houver uma verdadeira correcção! Entretanto temos a antiga Cofina (altri f.rama a preparem-se)

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