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Lucros da Teixeira Duarte sobem para 14,4 milhões em 2019

A construtora liderada por Pedro Teixeira Duarte registou um aumento de 29,5% do seu resultado líquido em 2019. Já as receitas cresceram 0,4%.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Abril de 2020 às 18:14
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A Teixeira Duarte reportou lucros de 14,41 milhões de euros em 2019, um aumento de 29,5% face aos 11,12 milhões de 2018.

 

Já o volume de negócios ascendeu a 877,49 milhões de euros, o que representa um ligeiro incremento de 0,4% face a 2018 (quando as receitas se cifraram em 873,71 milhões), refere o grupo no relatório e contas divulgado esta quinta-feira junto da CMVM.

 

"Portugal registou um aumento de 1,2% do volume de negócios. Os mercados externos na generalidade também aumentaram, com exceção dos mercados angolano e argelino, que diminuíram 19,7% e 12,2%, respetivamente. Neste contexto, os mercados externos que representavam 73,3% do volume de negócios do grupo em 2018, passaram a representar 73,1%".

 

Neste indicador, acrescenta a empresa, o bom desempenho dos setores da construção, concessões e serviços e hotelaria compensaram as diminuições registadas na imobiliária e na distribuição.

 

Por outro lado, entre janeiro e Dezembro do ano passado, a Teixeira Duarte obteve proveitos operacionais de 1,04 mil milhões, um aumento de 3,4% face aos 1,01 mil milhões do ano precedente.

 

A construtora liderada por Pedro Teixeira Duarte (na foto) refere que 30% dos proveitos operacionais resultaram das operações em Portugal, "onde se destacam as subidas nos setores da construção e das concessões e serviços". Mas, analisando este indicador por mercados, é de referir o decréscimo em Portugal de 2,1%, enquanto os mercados externos, na sua globalidade, aumentaram 6% face ao período homólogo.

 

Os resultados financeiros do grupo foram negativos em 86,48 milhões de euros, que comparam com 54,70 milhões um ano antes. Para esta quebra, a Teixeira Duarte destaca alguns fatores, como a variação negativa da posição monetária líquida decorrente da IAS 29 – economias hiperinflacionárias; a variação negativa dos ganhos com alienações de ativos financeiros obtidos em 2018; a variação positiva de diferenças de câmbio financeiras desfavoráveis, e o aumento dos juros suportados.

  

Por sua vez, o EBITDA do grupo aumentou 33,2% em comparação com o ano de 2018 e fixou-se em 190,03 milhões de euros.

 

Quanto à dívida financeira líquida, fixava-se em 718,03 milhões de euros no final do ano passado. A empresa sublinha que, "decorrente da aplicação da IFRS 16 em 2019, a dívida financeira líquida aumentou 37,7 millhões de euros. Desconsiderando este efeito, a divida financeira líquida teria registado uma diminuição de 8,59 milhões de euros. Realce-se a este propósito que o endividamento bancário bruto diminuiu 45,20 milhões de euros".


O rácio divida financeira líquida/EBITDA estava em 3,8 vezes no final de 2019.

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