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Lucros e receitas da Alphabet superam previsões

A gigante tecnológica Alphabet, que detém a Google e Youtube, registou no primeiro trimestre deste ano lucros e receitas acima do esperado pelos analistas, apesar dos receios em torno da privacidade dos utilizadores. A justificar estiveram os melhores preços publicitários e a contabilização de ganhos com investimentos em start-ups.

Alphabet Google
Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 23 de Abril de 2018 às 21:52
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A Alphabet – que substituiu a Google em bolsa e que a detém a 100% – reportou esta segunda-feira à noite os resultados do seu primeiro trimestre fiscal, tendo o resultado líquido e o volume de negócios suplantado as projecções dos analistas.

 

A contribuir para este desempenho superior ao esperado estiveram vários factores, como melhores preços nos anúncios publicitários e o novo método contabilístico para os ganhos não realizados dos investimentos da empresa em start-ups como a Uber technologies, sublinha a Reuters.

 

Os lucros do primeiro trimestre da empresa liderada por Larry Page ascenderam a 9,4 mil milhões de dólares, ou 13,33 dólares por acção, superando assim as estimativas médias de 6,56 mil milhões (9,28 dólares por acção) apontadas pelos analistas inquiridos pela Thomson Reuters. Cerca de 3,40 dólares por acção destes lucros foram atribuídos ao novo método contabilístico.

 

Excluindo os ganhos relacionados com investimentos e outros itens extraordinários, os lucros ajustados foram de 9,93 dólares por acção, quando os analistas esperavam 9,28 dólares.

 

Estes resultados fizeram diminuir os receios de que os investimentos em novos domínios fora do "core" da empresa pudessem estar a minar as perspectivas da Alphabet.

 

Além disso, estas contas revelam que as preocupações recentes com a privacidade dos utilizadores de redes sociais e endereços electrónicos – muito à conta do uso indevido dos dados de utilizadores do Facebook por parte da consultora política britânica Cambridge Analytics – não penalizaram os resultados.

 

As margens de lucro da Alphabet desceram nos últimos trimestres, numa altura em que a empresa apostou fortemente em novos – e dispendiosos – projectos de computação na nuvem e hardware da sua unidade Google.

 

No que diz respeito às receitas, estas subiram 26% em termos homólogos e numa base ajustada, para 27,76 mil milhões de dólares.

 

O mercado gostou destes números. Na negociação fora do horário regular em Wall Street, os títulos da tecnológica seguem a somar 1,9%, para 1.087 dólares, isto depois de terem encerrado a sessão formal desta segunda-feira a recuar 0,33% para 1.073,81 dólares.

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