Empresas Lucros da Barbosa & Almeida triplicam em 2002; exportações aumentam 20%

Lucros da Barbosa & Almeida triplicam em 2002; exportações aumentam 20%

Os resultados líquidos da BA - Fábrica de Vidros Barbosa & Almeida triplicaram em 2002, atingindo 6,4 milhões de euros, com a empresa a conseguir melhorias ao nível operacional, aumentar as exportações e reduzir a dívida consolidada.
Nuno Carregueiro 03 de fevereiro de 2003 às 08:40
Os resultados líquidos da BA - Fábrica de Vidros Barbosa & Almeida triplicaram em 2002, atingindo 6,4 milhões de euros, com a empresa a conseguir melhorias ao nível operacional, aumentar as exportações e reduzir a dívida consolidada.

A empresa que fabrica embalagens de vidro afirma que 2002 foi um bom ano para o sector vidreiro, com o mercado a crescer 4% em Portugal e 1% em Espanha, apesar do abrandamento económico.

O volume de negócios da empresa aumentou 10% para 173 milhões de euros e a produção consolidada do grupo atingiu em 2002 as 578 mil toneladas, o que representaum aumento de cerca de 6% relativamente ao ano anterior.

Para esta subida contribuiu « também o programa de exportação para fora do mercado

ibérico, que se saldou pelo aumento de 20% das vendas, com particular incidência nosmercados africano e americano», refere a empresa num comunicado.

«São de destacar ainda os efeitos das melhorias operacionais realizadas nos últimos anos, que permitiram aumentar significativamente a produtividade da mão de obra: as vendas portrabalhador cresceram 17% em comparação com o ano de 2001 e registam um aumentoacumulado de 82% nos últimos quatro anos», justifica a companhia liderada por Carlos Moreira da Silva.

Em 2002, o Grupo BA registou «significativas melhorias da rentabilidade operacional», com o cash flow operacional, ou EBITDA, a atingir 43,5 milhões de euros, mais 18% do que no anoanterior, gerando resultados operacionais de 14,4 milhões de euros, o que representa um crescimento de 91%.

A BA conseguiu reduzir o seu endividamento em 18 milhões de euros, valor que poderia ser superior se a empresa não tivesse investido 13 milhões de euros em acções próprias. O número de colaboradores do grupo no final do ano era de 1220, dos quais 733 em Portugal e 487 em Espanha.

Nas perspectivas para este ano a BA afirma que «a incerteza da conjuntura económica que paira sobre o ano de 2003 representa a principal condicionante ao desempenho do sector do vidro de embalagem».

«O Grupo (BA) vai prosseguir e intensificar em 2003 o esforço de exportação, iniciado há dois anos, e que tem produzido bons resultados», refere a empresa no mesmo comunicado.

As acções da BA, participada pela Sonae SGPS, no dia 24 de Janeiro, último em que negociou, encerrou nos 14,05 euros.




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