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Lucros da Cadbury Schweppes caem 44%

Os lucros da Cadbury Schweppes, fabricante de refrigerantes e chocolates, caíram 44% no segundo semestre de 2003, uma vez que a empresa inglesa teve de suportar custos associados ao encerramento fábricas e ao despedimento de mais de mil postos de trabalho

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2004 às 16:13
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Os lucros da Cadbury Schweppes, fabricante de refrigerantes e chocolates, caíram 44% no segundo semestre de 2003, uma vez que a empresa inglesa teve de suportar custos associados ao encerramento fábricas e ao despedimento de mais de mil postos de trabalho.

Os resultados líquidos da produtora de bebidas de marca Schweppes e Orangina baixaram para as 181 milhões de libras (268,50 milhões de euros), contra as 322 milhões de libras (477,67 milhões de libras) de igual período do ano passado, segundo cálculos da Bloomberg. No mesmo período, as vendas aumentaram 27%, para 3,7 mil milhões de libras (5,49 mil milhões de euros), impulsionadas pela compra da Adams à Pfizer.

Durante o ano de 2003 a companhia lucrou 366 milhões de libras (542,88 milhões de euros) depois de ter contabilizado uma perda de 224 milhões de libras (332,26 milhões de euros) na sequência da integração do fabricante de pastilhas elásticas Adams e devido a encerramento de fábricas. As vendas aumentaram 22%, para 6,4 mil milhões de euros (9,49 mil milhões de euros) no ano passado.

Segundo a mesma fonte, o presidente executivo da Cadbury Schweppes, Todd Stitzer, está a eliminar 10% da força de trabalho da sua empresa, com o objectivo de poupar 400 milhões de libras (593,38 milhões de euros) por ano até 2007. Devido à alteração dos gostos dos consumidores nos últimos anos, para bebidas mais «saudáveis», a companhia tem vindo a sofrer a concorrência de companhias produtoras de águas e sumos ‘energéticos’, mais utilizados por desportistas.

A Cadbury, juntamente com a Coca-Cola e com a PepsiCo, está a reduzir custos e a introduzir novos produtos tais como o «Raging Cow», uma bebida com sabor a leite, aproveitando a mudança de preferências dos consumidores, que se estão a afastar dos refrigerantes gaseificados.

As acções aumentaram até 4,68% na sessão de hoje, num contexto de optimismo pelas mudanças introduzidas e depois da ‘holding’ pessoal de Warren Buffett, o maior accionista da Coca-Cola, ter comprado acções da terceira maior produtora mundial de refrigerantes.

A empresa com sede no Reino Unido, também conhecida por fabricar as barras de chocolate «Flake», voltou a repetir que espera que as vendas aumentem, este ano, entre 3% e 5%.

As acções da Cadbury seguiam a subir 0,17% para os 433,5 pences (6,43 euros).

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