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Lucros da Gescartão caíram 18% no primeiro semestre

Os lucros da Gescartão caíram, no primeiro semestre deste ano, 18% para 7,6 milhões de euros devido a custos extraordinários com a saída de trabalhadores, anunciou a empresa.

Negócios 01 de Outubro de 2003 às 19:14
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Os lucros da Gescartão caíram, no primeiro semestre deste ano, 18% para 7,6 milhões de euros devido a custos extraordinários com a saída de trabalhadores, anunciou a empresa.

No período homólogo do ano transacto, a empresa tinha registado lucros de 9,3 milhões de euros. Este ano os lucros de 7,6 milhões foram penalizados, de acordo com um comunicado da Gescartão, pelos encargos extraordinários de 2,1 milhões de euros, devidos às rescisões de contratos de trabalho nas subsidiárias Portucel Viana e Lepe. A empresa garante que esta situação «se traduzirá em melhorias nos resultados futuros».

Apesar desta situação extraordinária, também em termos operacionais a empresa registou queda nos principais indicadores.

As vendas caíram 10% para 89,6 milhões de euros, com incidência na Portucel Viana cujas vendas caíram 11% para 59,3 milhões de euros. A Portucel Embalagem caiu 7% para 34,1 milhões de euros.

O EBITDA («cash flow» operacional) caiu 13% para 25,5 milhões de euros, anunciou a empresa, ainda assim a Gescartão salienta que «continua a representar uma excelente capacidade de geração de fundos e uma boa rentabilidade para os capitais investidos».

A Gescartão explica, ainda, que parte do decréscimo no EBITDA se deve à evolução das dotações para pensões, que «em termos consolidados tiveram um agravamento de 1,5 milhões de euros, derivado principalmente do comportamento negativo das bolsas de valores, que se traduziu na desvalorização dos activos da carteira».

Face a esta evolução também os resultados operacionais caíram 12% para 13,4 milhões de euros.

O endividamento líquido do grupo foi reduzido em 32,8 milhões de euros, fixando-se, no final do semestre, nos 67,5 milhões.

Apesar dos investimentos em curso, nomeadamente o da nova máquina de papel da Portucel Viana, que envolve um investimento de 125 milhões, e na unidade de produção de embalagem em Mourão, que resultará de um investimento de 10 milhões, e cuja actividade arrancará no próximo ano. Além destes 10 milhões, a empresa terá de investir mais 50 milhões no Alentejo.

Câmbios e procura vão prejudicar vendas futuras

Para o futuro, a empresa admite que «a quebra dos níveis de actividade e a evolução cambial deverão continuar a afectar os resultados do grupo», ainda que espere continuar «a apresentar uma excelente capacidade de geração de fundos e uma boa rentabilidade dos capitais investidos».

As acções da Gescartão encerraram nos 6,88 euros, a cair 0,29%.

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