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Lucros da Jerónimo Martins superam previsões

A Jerónimo Martins obteve lucros de 193,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um crescimento de 39,8% face ao mesmo período do ano passado.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 08:06
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A retalhista anunciou hoje que os resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano subiram 39,8% para 193,9 milhões de euros.

No terceiro trimestre os resultados líquidos subiram 40,3% para 92 milhões de euros, quando os analistas contactados pela Reuters aguardavam lucros de 83,4 milhões de euros.

As receitas cresceram 19,1% nos primeiros nove meses, atingindo 6,33 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA subiu 23,6% para 461,9 milhões de euros. Sem efeitos cambiais, as vendas aumentaram 13,6% e o EBITDA melhorou 17,5%.

A dívida consolidada reduziu-se em 209,4 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Acreditamos que o Grupo está bem preparado para garantir o seu crescimento, sem prejuízo da atenção que mantemos em relação à envolvente macroeconómica e competitiva”, refere o CEO Pedro Soares dos Santos em comunicado.

As vendas consolidadas da empresa atingiram os 6,3 mil milhões de euros nos primeiros nove meses, segundo a empresa, mais 19,1% do que no período homólogo do ano anterior.


As vendas totais da Biedronka, na Polónia, onde o grupo tem uma presença muito forte, registaram um crescimento de 18,8% segundo o comunicado da JM, nomeadamente devido ao programa de abertura de lojas que levou a um aumento de 11,5% da área de venda em relação aos primeiros nove meses de 2009.

O peso da Biedronka aumentou para 54,7% nas vendas consolidadas, atingindo um total de 3,4 mil milhões de euros. Em 2009, as receitas da rede polaca eram de 2,6 mil milhões de euros, o que representava um peso de 50,3% no total do grupo.


Em Portugal, o retalho atingiu os 2,1 mil milhões de euros, mais 11% que em 2009, com o Pingo Doce a crescer 9,1%. Na Madeira, as vendas totais também registaram um crescimento de 6,2%.


Para 2010, a empresa conta com perspectivas positivas. “A Biedronka manter-se-á focada no seu plano de abertura de lojas e até ao final do ano, para além de estimar mais 30 remodelações, espera poder contar com cerca de 80 novas lojas no quarto trimestre”, diz o comunicado.

Paralelamente “em Portugal, embora o grupo encare com prudência o potencial impacto das medidas de austeridade em discussão, mantém a confiança na competitividade dos seus modelos de negócio”, diz o documento. Que adianta ainda que “o grupo mantém a expectativa de um novo recorde de vendas e de resultados”.


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