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Lucros da Portucel recuam 11% com produção e vendas a bater recordes

A produtora de pasta e papel alargou a actividade para 127 países e bateu até Setembro recordes de produção e venda de papel. A IFC, instituição do Banco Mundial, está a negociar compra de 20% na Portucel Moçambique.

A Navigator foi das últimas cotadas a revelar quanto vai pagar aos accionistas. No total será 0,34868 euros, pagos através da remuneração regular e da distribuição de reservas, uma prática já habitual na empresa liderada por Diogo da Silveira.
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 22 de Outubro de 2014 às 18:44
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A Portucel registou nos primeiros nove meses do ano um resultado líquido de 133,1 milhões de euros, o que representa um recuo de 11,1%, divulgou o grupo em comunicado, onde explica que "a taxa efectiva de imposto no período ficou bastante abaixo da taxa de imposto dos primeiros nove meses de 2013, como resultado da libertação de provisões e excessos de estimativas que se vieram a verificar não necessárias".

 

De acordo com os resultados do terceiro trimestre, até Setembro, a produtora de pasta de papel atingiu um novo máximo histórico de produção de papel, tendo aumentado o volume de vendas em 3,3% para mais de 1,14 milhões de toneladas.

 

Um aumento no volume de vendas de papel que, segundo refere o grupo em comunicado, permitiu atenuar o efeito negativo da evolução dos preços da paste e papel neste período, possibilitando-lhe um ligeiro aumento do volume de negócios para  1.138 milhões de euros.

 

No final de Setembro, a Portucel tinha alargado a actividade de 118 para 127 países, tornando-se a empresa portuguesa com maior presença internacional.

 

Nos primeiros nove meses do ano, o EBITDA do grupo somou 238,7 milhões de euros, menos 8,2% do que no mesmo período de 2013.

 

A dívida líquida do grupo situava-se em 309,9 milhões de euros no final de Setembro, praticamente inalterada face ao final do ano de 2013, sendo o rácio de dívida líquida/EBITDA de 0,9.

 

Em comunicado, a empresa destaca ter aprofundado as negociações com o IFC – International Finance Corporation, no sentido desta instituição do Banco Mundial para o sector privado da economia vir a assumir uma participação de 20% no capital da Portucel Moçambique.  O processo encontra-se ainda em fase de negociação entre as partes.

 

O projecto integrado que o grupo está a desenvolver neste país africano - de produção florestal, de pasta de celulose e de energia – "continua a progredir, encontrando-se actualmente numa fase de intensificação das operações florestais e de reforço da base operacional naquele país", sendo o investimento previsto de 2,3 mil milhões de dólares.

 

Em Portugal, o grupo está a desenvolver um projecto de expansão de capacidade da sua fábrica de pasta de Cacia, tendo celebrado um contrato de investimento com a AICEP, sendo o montante total de investimento previsto de 56,3 milhões de euros, para o qual foi aprovado um incentivo financeiro reembolsável de 11,3 milhões de euros e um incentivo fiscal de 6,8 milhões de euros. O grupo prevê que o projecto esteja concretizado no final do primeiro semestre de 2015.

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