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Lucros da REN sobem 20,7% com corte de custos e aumento dos activos regulados (act)

Resultados líquidos totalizaram 68,3 milhões de euros, com o crescimento a ser justificado pelo corte de custos e aumento da base de activos regulados. Veja aqui o vídeo.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 17:11
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A Redes Energéticas Nacionais (REN) anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro semestre aumentaram 20,7% para 68,3 milhões de euros. Em termos comparáveis os lucros aumentaram 14,1%, já que no período homólogo a empresa tinha sido penalizada por itens não recorrentes.

O aumento dos resultados ficou a dever-se ao “forte corte de custos” implementado na empresa, bem como pelo aumento da base de activos regulados.

Os proveitos totais subiram 3,6% para 414,8 milhões de euros, com a remuneração da actividade a aumentar 6,7% para 122,5 milhões de euros. O RAB médio total aumentou 7,6% para 3.065,7 milhões de euros, com o incremento mais acentuado a sentir-se na electricidade (11,4%).

O EBITDA da empresa liderada por Rui Cartaxo 9,8% para 235,5 milhões de euros, um crescimento que a empresa atribui à subida do RAB.

A empresa cita ainda a “forte redução” nos custos para justificar o aumento dos lucros. Os custos operacionais desceram 22% para 55,5 milhões de euros, com a empresa a descer os custos com pessoal em 6,4%, os fornecimentos e serviços externos em 38,5%.

A REN justifica o corte de custos com a “maior eficiência operacional da empresa” e a “alteração do método de consolidação das empresas de transporte de gás natural”.

Em sentido contrário os resultados financeiros agravaram-se em 12,2% para um valor negativo de 46,2 milhões de euros, devido sobretudo ao aumento do custo da dívida, que passo para 4,4% contra 3,88% em 2010

No primeiro semestre o investimento global da REN aumentou 12,7% para 139,7 milhões de euros. A REN terminou o semestre com uma dívida líquida de 2.298 milhões de euros, o que representa uma subida de 2,1%. Ainda assim, a dívida líquida representa agora 4,9 vezes o EBITDA, quando no período homólogo o rácio estava em 5,4 vezes.

As acções da REN fecharam no valor mais baixo desde que está em bolsa: 2,22 euros. Ainda assim, o mínimo que marcou durante a sessão não é histórico.



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