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Lucros da SAG descem 65,4% com aumento de encargos financeiros e queda nas vendas (act)

Os resultados líquidos da Soluções Automóvel Globais desceram 65,4% no primeiro trimestre deste ano, para 3,1 milhões de euros, com a empresa do ramo automóvel a ser penalizada pelo abrandamento económico e aumento dos encargos financeiros.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Abril de 2003 às 17:42
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Os resultados líquidos da Soluções Automóvel Globais desceram 65,4% no primeiro trimestre deste ano, para 3,1 milhões de euros, com a empresa do ramo automóvel a ser penalizada pelo abrandamento económico e aumento dos encargos financeiros.

« O contexto económico muito negativo vivido em Portugal desde o segundo semestre de 2002 - e que se acentuou no primeiro trimestre de 2003 - penalizou fortemente a actividade global do Grupo SAG nos três primeiros meses do corrente ano», refere a empresa em comunicado.

O volume de negócio das SAG desceu 22% para 156,7 milhões de euros e o EBITDA, ou «cash flow» operacional, baixou 21,7% até aos 17,892 milhões de euros.A margem EBITDA permaneceu nos 11,4%.

No segundo semestre de 2002 a economia portuguesa entrou em recessão e as perspectivas económicas para 2003 não são animadoras. O Governo baixou hoje a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para 0,5% este ano.

«Os indicadores de confiança dos consumidores encontram-se em níveis historicamente baixos, motivando um permanente adiamento de decisões de compra de bens duradouros, em particular o automóvel», explica a SAG.

A empresa explica ainda a queda dos lucros com o acréscimo do valor das amortizações e aumento dos encargos financeiros, que cresceram 57,2% para 5,5 milhões de euros, fruto do «forte crescimento da actividade da Multirent e da Unidas e a diminuição de 70% no resultados do Interbanco. Os resultados operacionais da SAG [SAG] desceram 43,9% para 8,3 milhões de euros.

Vendas de veículos da SAG descem 35,5%

A Siva, empresa do Grupo SAG que representa em Portugal as marcas Volkswagen, Audi, Skoda, Bentley, Lamborghini, comercializou até ao final do primeiro trimestre do ano um total de 7.108 viaturas, no somatório dos segmentos de ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros, o que representa uma quebra de 35,5% relativamente a idêntico período de 2002.

«Esta diminuição das vendas reflecte não só a crise que afecta o mercado automóvel nacional, mas também a fase do ciclo de vida de alguns produtos da gama VW», explica a empresa liderada por João Pereira Coutinho. A queda nas vendas de veículos da SAG foi mais acentuada que a verificada pelo mercado.

No retalho automóvel os lucros desceram 45% para 411 mil euros e na área de serviços automóvel, ou seja, a Multirent, a produção aumentou 49%. A Globalrent verificou um decréscimo de «apenas» 5,8% nas receitas.

A brasileira Unidas registou um crescimento de 18,3% nas receitas, para 17,5 milhões de reais, enquanto os lucros baixaram para 975 mil euros.

Penalizado pelo aumento das provisões o Interbanco, unidade de crédito à aquisição de automóveis, viu o seu lucro baixar 70% para 826 mil euros.

A SAG fechou a descer 3,25% para os 1,19 euros.

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