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Lucros da Semapa caem 40% nos primeiros nove meses do ano

A Semapa anunciou um resultado líquido consolidado atribuível a accionistas de 52,2 milhões euros nos primeiros nove meses do ano, contra 87,0 milhões no período homólogo de 2008, o que corresponde a uma queda de 39,9%. No entanto, as contas ficaram acima do esperado pelos analistas.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 27 de Outubro de 2009 às 19:55
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A Semapa anunciou um resultado líquido consolidado atribuível a accionistas de 52,2 milhões euros nos primeiros nove meses do ano, contra 87,0 milhões no período homólogo de 2008, o que corresponde a uma queda de 39,9%. No entanto, as contas ficaram acima do esperado pelos analistas.

Segundo a média de três analistas inquiridos pela Reuters, o resultado líquido da Semapa teria caído 53,5% nos primeiros nove meses de 2009, para 40,4 milhões de euros.

“Esta evolução resulta essencialmente da diminuição do EBITDA e do aumento das amortizações. A evolução favorável dos resultados financeiros e da função impostos não foi suficiente para compensar a diminuição dos resultados operacionais”, explica a empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira em comunicado à CMVM.

O volume de negócios ascendeu a 1.050,8 milhões de euros, uma quebra de 3,5% face aos 1.089,2 milhões de euros registados nos primeiros nove meses do ano passado.

Quanto ao EBITDA consolidado, totalizou 208,6 milhões de euros, contra 274,1 milhões de euros no período homólogo de 2008, acusando assim uma queda de 23,9%.

Na área de negócios do papel e pasta de papel, destaca-se positivamente o aumento em volume das vendas de papel (+8,1% face ao período homólogo do ano anterior), contrariado pela redução dos preços médios de venda do papel, refere o comunicado.

Em termos de desempenho do negócio da pasta, o volume vendido nos primeiros nove meses de 2009 compara favoravelmente com o período homólogo, registando um aumento de 1%. Em termos de preço, continuou a tendência de subida. “No entanto, o nível de preços da pasta no período é inferior ao verificado no mesmo período em 2008”, realça a empresa.

Enquadramento macroeconómico penalizador

Segundo a empresa, “nos primeiros nove meses de 2009, o enquadramento macro-económico foi fortemente penalizador para o desenvolvimento do tecido empresarial”. “A recessão económica teve maior incidência no primeiro trimestre do ano. Após esse período, assistiu-se a uma estabilização dos indicadores de conjuntura económica, ainda assim em níveis inferiores aos verificados no período pré-recessão”, acrescenta o comunicado.

Ainda assim, o documento salienta que “apesar do contexto macro-económico e de mercado particularmente adverso, o grupo Semapa não alterou o seu ambicioso plano de investimentos, contribuindo favoravelmente para a criação de valor para o país, incluindo a criação de novos postos de trabalho”. No final de Setembro de 2009, o número total de colaboradores do grupo Semapa era de 5.186, mais 153 que no final de 2008.

O grupo destaca ainda o arranque da nova fábrica de papel da portucel, “que ocorreu com sucesso no dia 15 de Agosto, de acordo com o calendário do projecto e após 19 meses do início da construção, encontrando-se actualmente em fase de produção”.

Perspectivas futuras

“As perspectivas macroeconómicas a curto prazo são pautadas por elevados níveis de incerteza uma vez que subsistem diversos factores que poderão travar a retoma económica a nível mundial”, adverte a empresa.

Na área de negócios de papel e pasta de papel, “o segmento de pasta de papel continua a enfrentar condições de mercado adversas, prevalecendo no curto prazo um forte elemento de incerteza. No mercado do papel não existem sinais de recuperação da procura e a sobrecapacidade estrutural existente na Europa, não obstante as reduções de capacidade verificadas recentemente, deverá manter os preços sob grande pressão”, diz o documento.

Por seu lado, no mercado da pasta, apesar da recuperação evidenciada nos segundo e terceiro trimestres, que possibilitou um aumento dos preços de venda, com um novo aumento já anunciado para Novembro, “continuam a subsistir incertezas em relação à sustentação da procura, nomeadamente em relação ao mercado chinês, principal impulsionador do consumo de pasta”.

A empresa refere também que a desvalorização do dólar face ao euro é “motivo de grande preocupação para os produtores europeus, assim como as restrições ao nível dos seguros de crédito.

A Semapa encerrou a sessão de hoje a cair 2,26% para 7,79 euros.
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