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Lucros do BCP sobem 25,3% mas ficam aquém do previsto

O BCP apresentou um resultado líquido consolidado de 178,1 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2009, o que corresponde a mais 25,3% face ao período homólogo do ano passado. No entanto, os lucros ficaram abaixo do previsto.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 11 de Novembro de 2009 às 17:23
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O BCP apresentou um resultado líquido consolidado de 178,1 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2009, o que corresponde a mais 25,3% face ao período homólogo do ano passado. No entanto, os lucros ficaram abaixo do previsto.

As estimativas dos analistas contactados ela agência Reuters apontavam para que o banco revelasse lucros de 181,9 milhões de euros, o que representaria uma subida de 28%. O rácio Tier I subiu para 8,9% e o Core Tier I situou-se em 6,2%, tendo o rácio total atingido 11,2%, referiu o banco em comunicado à CMVM.

A margem financeira fixou-se em 998,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2009, contra 1.276,7 milhões de euros no período homólogo de 2008, tendo registado uma evolução favorável do segundo para o terceiro trimestre de 2009. “A evolução da margem financeira foi essencialmente influenciada pelo efeito taxa de juro desfavorável – acompanhando a descida das taxas de referência do mercado, particularmente acentuada desde o final de 2008 -, parcialmente compensado pelo efeito volume positivo, traduzindo os aumentos dos depósitos de clientes e do volume de crédito concedido”.

Quanto aos depósitos de clientes, aumentaram 2,8%. Na actividade em Portugal subiram 6,3%, salienta o documento. Por seu lado, o crédito a clientes, excluindo crédito concedido representado por títulos, cresceu 2% para 74.215 milhões de euros. Na actividade em Portugal, aumentou 2,1% e na actividade internacional 1,8%.

O produto bancário aumentou 2,7%, atingindo 1.899 milhões de euros, beneficiando da subida de 16,7% em Portugal.

Os resultados em operações financeiras do terceiro trimestre de 2009 incorporam um impacto negativo de 84,4 milhões de euros associado à melhoria do risco de crédito próprio do banco, apurado na valorização dos instrumentos contabilizados em “fair value option”, sublinha o banco liderado por Santos Ferreira.

Os custos operacionais diminuíram 5,9%, com os outros gastos administrativos a caírem 9,9%.

“Num enquadramento reconhecidamente adverso, o enfoque especial colocado na disciplina e gestão do capital e da liquidez permitiu ao grupo não só alcançar níveis adequados de liquidez, como também promover o reforço dos fundos próprios, materializado no rácio Tier I de 8,9% apurado em 30 de Setembro de 2009, superior ao limiar mínimo recomendado pelo Banco de Portugal, de 8,0%, para esta mesma data”, refere o comunicado.

De acordo com o banco, o resultado líquido consolidado no período em análise inclui a valia contabilística apurada no âmbito da dispersão a novos accionistas do capital social do Banco Millennium Angola, no montante de 21,2 milhões de euros, contabilizada no primeiro trimestre de 2009. E inclui também os ganhos obtidos na alienação de activos, no montante de 57,2 milhões de euros, relevada no terceiro trimestre de 2009, e o impacto negativo de 98,3 milhões de euros, dos quais 84,4 milhões de euros contabilizados no terceiro trimestre, associado à melhoria do risco de crédito próprio do Banco, apurado na valorização dos instrumentos contabilizados em fair value option.

Por outro lado, o resultado líquido dos primeiros nove meses de 2008 incluiu os impactos, líquidos de impostos, relacionados com as perdas por imparidade associadas à desvalorização das acções do Banco BPI, no montante de 214,2 milhões de euros, parcialmente compensados por anulações de custos periodificados em 2007, no montante de 13,2 milhões de euros, explica o documento.

Excluindo os impactos anteriormente referidos, os lucros dos primeiros nove meses deste ano foram fundamentalmente condicionados “pela contracção da margem financeira e pelo reforço das dotações para imparidade do crédito (líquidas de recuperações), associado à cobertura dos sinais de imparidade identificados na carteira de crédito, a par das outras provisões”.

As influências positivas prenderam-se com “a redução dos custos operacionais, generalizada a todos os agregados, beneficiando em especial da poupança de 9,9% alcançada nos outros gastos administrativos, consubstanciando o impacto da implementação de iniciativas de simplificação organizativa e de optimização dos processos nas diversas geografias, com particular enfoque em Portugal e na Polónia”.

O resultado líquido da actividade em Portugal cifrou-se em 189,8 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, contra 48,4 milhões no mesmo período de 2008.

No que diz respeito ao terceiro trimestre, os indicadores económicos apresentaram um comportamento favorável, sugestivo de uma inflexão no ciclo recessivo, explica ainda o documento.


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