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Lucros do BCP sobem 44% para 198,5 milhões (act)

O Banco Comercial Português anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre deste ano ascenderam a 198,5 milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 44% face ao registado no período homólogo e que se situou em linha com as p

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 17:53
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O Banco Comercial Português anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre deste ano ascenderam a 198,5 milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 44% face ao registado no período homólogo e que se situou em linha com as previsões dos analistas.

Analistas contactados pela Reuters aguardavam, em média, que os lucros do BCP se situassem nos 209 milhões de euros.

Em termos comparáveis, os lucros do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto registaram um crescimento de 19,9%, para 164,8 milhões de euros.

O BCP explica a subida dos lucros com a «melhoria da margem financeira, beneficiando sobretudo da expansão do crédito e dos recursos de clientes, o crescimento das comissões reflectindo o aumento do "cross-selling" de produtos e serviços financeiros especializados e da prestação de serviços com maior grau de sofisticação, bem como o incremento dos resultados em operações financeiras, determinado pelo aproveitamento das oportunidades de negócio proporcionadas pelos mercados».

O produto bancário aumentou 10% para 658,7 milhões de euros e a margem financeira subiu 7,4% até aos 351,2 milhões de euros.

A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) melhorou de 18,8% para 22,3% e a rendibilidade do activo (ROA) subiu de 0,8% para 1%.

«Os resultados deste primeiro trimestre são francamente positivos, destacando-se o crescimento de 44% face ao período homólogo de 2005 (20% considerando os resultados recorrentes), suportado pelo aumento de 17% nos resultados recorrentes obtidos em Portugal e de 51% registado nas operações internacionais», refere Paulo Teixeira Pinto no comunicado com a apresentação de resultados do primeiro trimestre.

O presidente executivo do BCP realça «o esforço de redução de custos, nomeadamente em Portugal, onde se registou um decréscimo de quase 7% face ao último trimestre do ano anterior, fruto de todo o esforço de melhoria de eficiência que temos vindo a desenvolver, e a que estamos a dar continuidade em 2006. Estamos a cumprir, e quase sempre a exceder, as nossas metas, e registamos com agrado o reconhecimento que o mercado tem disso feito».

Mais proveitos compensam acréscimo de custos e imparidades para risco de crédito

O BCP acrescenta que evolução positiva dos proveitos mais do que compensou o acréscimo nos custos e o reforço nas imparidades para risco de crédito. Outro factor a contribuir de forma positiva diz respeito à descida dos impostos sobre lucros, que baixaram 55,5% para 16,2 milhões de euros.

A mesma fonte desyaca ainda o contributo das operações no exterior, que viram aumentar os lucros em 51%. Na Polónia os lucros do Bank Millennium cresceram 62% para 18 milhões de euros e o grego Novabank viu os resultados líquidos avançarem para 4 milhões de euros.

As imparidades de crédito, liquido de recuperações, quase triplicaram, passando de 14,3 para 42,6 milhões de euros, «como resultado da expansão da actividade comercial e o crescimento sustentado do volume de negócios». O indicador de crédito vencido há mais de 90 dias manteve-se em 0,8% do crédito total, à data de 31 de Março de 2006. A cobertura o crédito vencido há mais de 90 dias por imparidades para riscos de crédito registou uma melhoria ao atingir 310,4% no final de Março de 2006, face aos 304,4% registados no mesmo período de 2005.

Os custos de transformação (incluem pessoal, gastos administrativos e outros) do BCP subiram 1,3% para 394,8 milhões de euros, evidenciando um decréscimo face ao trimestre anterior.

De acordo com o BCP, esta tendência nos custos mostra «por um lado, a estratégia de expansão em mercados prioritários e com boas perspectivas de crescimento e, por outro lado, o prosseguimento dos esforços de aproveitamento de oportunidades de melhoria de eficiência operativa nas actividades desenvolvidas em Portugal e o alinhamento de práticas de organização e gestão».

Crédito à habitação aumenta 21%

Os recursos totais de clientes, aumentaram 9,2% para 56,997 milhões de euros. Já o crédito concedido aumentou 8,8% para 56,7 mil milhões de euros.

«O crédito à habitação continua a evidenciar-se como a componente da carteira de crédito com maior dinamismo (+21,0%), a par da manutenção dos rigorosos critérios na avaliação e aprovação de operações de crédito nos sectores de maior exposição ao risco», refere o BCP.

O rácio de solvabilidade do BCP, no final de Março, situava-se em 12,5%, abaixo dos 13,8% do trimestre homólogo. O rácio Tier I, de acordo com o banco, baixou de 7,8% para 7,3%.

As acções do BCP desceram 1,19% para 2,50 euros.

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