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Lucros do BES aumentam 9,9% no primeiro trimestre (act.)

Os resultados líquidos do Banco Espírito Santo aumentaram 9,9% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 60,1 milhões de euros. Os custos do banco liderado por Ricardo Salgado subiram 2,1% e o ROE ficou nos 13%.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 28 de Abril de 2003 às 09:11
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Os resultados líquidos do Banco Espírito Santo aumentaram 9,9% no primeiro trimestre deste ano, totalizando 60,1 milhões de euros. Os custos do banco liderado por Ricardo Salgado subiram 2,1% e o ROE ficou nos 13%.

Os resultados ficaram acima das estimativas, com uma estimativa realizada pela Bloomberg a antecipar resultados líquidos de 56 milhões de euros.

No trimestre em análise, os recursos totais de clientes aumentaram 9,5% para 33,722 mil milhões de euros, e o crédito a clientes, «embora em desaceleração», cresceu 3,6% até aos 25,954 mil milhões de euros.

Caso o banco considerasse o crédito securitizado, este incremento seria de 8,7% até aos 27,421 mil milhões de euros. Nesta rubrica, a instituição bancária distingue o crescimento de 12,2% a nível do crédito à habitação.

A margem financeira do Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] foi de 2,12%, o que comprara com 2,27% de 2002, e os 2,25% do período homólogo anterior. O banco enaltece, num contexto de descida de juros, «a realização de ganhos em instrumentos de taxa de juro (?) que, permitiram mitigar o impacto negativo resultante da evolução dos mercados accionistas», bem como o reforço das provisões.

BES provisiona 63,7 milhões de euros; mais 14,8%

A instituição liderada por Ricardo Salgado afectou 63,7 milhões de euros para reforço de provisões, ou seja, mais 14,8% do que no primeiro trimestre de 2002.

Os custos operativos incrementaram 2,1% para 175 milhões de euros, com a rubrica dos custos com o pessoal a reduzir em 2,8%.

No relatório das contas, o banco realça o plano de racionalização para 2003 que estará a decorrer dentro do planeado, com o BES a reduzir o número de efectivos em 41 no trimestre, «mantendo-se o objectivo de redução líquida de 250 efectivos até aos final do ano».

Os resultados extraordinários apresentaram um agravamento de 9,9 milhões de euros, «devido à amortização dos custos extraordinários com reformas e aos desvios actuariais dos fundos de pensões».

O rácio de solvabilidade total, segundo os critérios do Banco de Portugal (BdP), manteve-se nos 10,7%, e segundo os critérios do BIS este indicador foi de 12,8%. O Tier I, segundo as normas do BdP, foi de 6%, abaixo dos 6,06% de Dezembro de 2002.

O cost to income, ou o rácio de eficiência foi de 52,4%, uma melhoria homóloga de 2,7 pontos percentuais. Depurando o efeito dos mercados, este indicador de produtividade foi de 61,4%, acima dos 60,4% do trimestre findo a Março de 2002.

As acções do BES cotavam inalterada nos 12,45 euros.

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