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Lucros do BES crescem 31% e superam estimativas (act.)

O Banco Espírito Santo registou um resultado líquido de 105,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um valor que representa uma subida de 31% face ao período homólogo do ano passado e que se situou acima das estimativas dos analistas.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 09:18
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O Banco Espírito Santo registou um resultado líquido de 105,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um valor que representa uma subida de 31% face ao período homólogo do ano passado e que se situou acima das estimativas dos analistas.

Analistas contactados pela Reuters aguardavam que o banco liderado por Ricardo Salgado registasse lucros entre 82,3 e 92,1 milhões de euros, com o ponto médio das previsões nos 88,1 milhões de euros.

Num comunicado o BES diz que a rentabilidade dos capitais próprios (ROE) ascendeu a 20,5%, acima dos 13,5% no final de 2005.

O BES aponta uma série de factores para explicar a melhoria dos resultados, destacando-se a subida do produto bancário, dos resultados das operações financeiras, dos resultados da área internacional, o controlo dos custos e a redução das provisões.

O produto bancário do BES aumentou 6,2% para 407,7 milhões de euros e o resultado financeiro subiu 8,8% para 194,5 milhões de euros, com os serviços a clientes, ou comissões, a crescerem 4,8% para 136,2 milhões de euros.

Para o crescimento do resultado financeiro, segundo o BES, contribuiu a subida do crédito concedido, em 13,4%, bem como a subida das taxas de juro, que resultou numa «melhoria nas margens dos recursos».

Outro factor a explicar a melhoria nos lucros foi os custos, que cresceram 6,6%. Nesta rubrica destaca-se a redução de 17,8% nas amortizações, «fruto de uma política criteriosa de investimentos, nomeadamente na área informática, e a manutenção dos gastos gerais administrativos em níveis idênticos aos do primeiro trimestre de 2005».

Ainda assim os custos com pessoal subiram 16,7%, devido ao aumento dos custos com pensões, nas remunerações variáveis e participação nos lucros.

O «cost to income», rácio que mede a relação entre custos e receitas, melhorou de 56% para 52,2%, uma descida de 3,8 pontos percentuais.

Crédito aumenta com novos clientes

O crédito a clientes subiu 13,4% para 36,03 mil milhões de euros, com o BES a captar 27.081 clientes particulares e 118 clientes empresariais no primeiro trimestre do ano.

Segundo o BES, a «qualidade dos activos voltou a experimentar melhorias significativas», com a cobertura do crédito vencido há mais de 90 dias por provisões aumentou para 197%, contra 173,8% em Março de 2005 e o rácio de sinistralidade correspondente apresentou uma redução significativa de 1,65% para 1,31%.

«O Grupo BES tem prosseguido uma política prudente de reforço sistemático das provisões para crédito, particularmente relevante no actual contexto macroeconómico, e que se tem reflectido numa melhoria sustentada dos rácios de cobertura. Os níveis alcançados, conjugados com o direccionamento do crédito para os segmentos de menor risco, reflectiram-se num reforço das provisões para crédito de 39,6 milhões de euros equivalente a um esforço de 0,49% (4º trimestre/05: 0,41%) face à carteira de crédito concedido bruto», refere o banco de Ricardo Salgado.

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