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Lucros do Millennium bim deverão superar os 30 milhões de euros em 2006

Os lucros do Millennium bim, banco moçambicanocontrolado pelo BCP, deverão superar os 30 milhões de euros em 2006 e o banco pretende abrir 3 balcões novos ainda este ano, anunciou hoje João Figueiredo, o novo presidente da comissão executiva do banco em c

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 18 de Setembro de 2006 às 17:04
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Os lucros do Millennium bim, banco moçambicano controlado pelo BCP, deverão superar os 30 milhões de euros em 2006 e o banco pretende abrir 3 balcões novos ainda este ano, anunciou hoje João Figueiredo, o novo presidente da comissão executiva do banco em conferência de imprensa.

Segundo o mesmo responsável, "o banco fechará 2006 seguramente com lucros superiores a 30 milhões, entre 33 e 34 milhões de euros", frisou. No ano passado os lucros totalizaram 11 milhões de euros.

Desde o início do ano até ao final de Agosto, o Millennium bim obteve lucros de 26 milhões de euros (resultados não auditados mas aprovados em Conselho de Administração) dos quais cinco milhões são resultados não recorrentes.

O banco registou dificuldades entre 2001 a 2003 (estava numa situação de insolvência) devido à herança do Banco Internacional de Moçambique que se fundiu com o BCM em 30 de Novembro de 2001. O BIM detinha 51% e o Estado moçambicano 49%.

"O banco veio de uma situação de pré-falência", afirmou João Figueiredo, salientando a evolução do banco entre 2005 e 2006. O número de clientes, por exemplo, aumentou 22% de 305 para 372 mil. E os cartões 29% de 266 para 342 mil.

Os cartões de débito cresceram 26% de Agosto de 2005 até Agosto deste ano (de 237 para 300 mil) atingindo-se uma taxa de penetração de 81%, a maior taxa do grupo BCP.

Realçou ainda o crescimento das ATM’s entre 2000 e 2005 (mais 150%) que passaram de 76 para 190 e a importância de incentivar os terminais de pagamento electrónico (POS’s). Até o final de Agosto deste ano eram 2.243, contra 1.659 no período homólogo.

O presidente da comissão executiva do banco (que tem cerca de 40% de quota de mercado) explicou que na taxa de bancarização (cerca de 20%) "houve uma melhoria mas que está ainda muito circunscrita às zonas rurais". "É de cerca de 20%", sublinhou, acrescentando que, "no entanto, pretendemos alargá-la às zonas rurais".

"Affluent" são 2% do banco e representam 50 a 60% do seu negócio

Para além disso, um dos objectivos do banco passa também por criar, dentro do Retalho, espaços específicos para clientes com grande potencial de negócio, os "affluent". 2% dos clientes do Millennium bim são "affluent" e esses representam 50 a 60% do negócio do banco, explicou o mesmo responsável.

O banco tem actualmente 76 balcões e cinco serão transformados em atendimento personalizado (três em Maputo, um na Beira e um em Nampula).

Até ao final deste ano pretendem abrir 3 balcões e, em 2007, mais 10 balcões, passando assim a ter 89 balcões.

Millennium bim explica fundamentos da imagem corporativa

O Millennium bim passou a designar-se assim desde Maio e Castro Henriques, administrador do Banco Comercial Português, também presente hoje na conferência, explicou que o banco teve uma assembleia extraordinária, na qual um dos pontos foi discutir os fundamentos da mudança da imagem corporativa.

Os accionistas do BIM "aprovaram hoje a alteração dos estatutos da sociedade no sentido de os adaptar ao novo Código Comercial de Moçambique e integrar as melhores práticas internacionais em governação de sociedades", explicou Castro Henriques, também vice-presidente da instituição bancária detida pelo BCP, depois da assembleia geral.

Uma das alterações estabelece a separação e a correspondente delegação de poderes entre o Conselho de Administração e a Comissão Executiva. Mário Machungo continua a presidir ao Conselho de Administração, passando a Comissão Executiva a ser liderada por João Figueiredo.

O mesmo responsável explicou que o Banco Comercial Português detém 66% do Millennium bim, pretende reduzir até 51% mas não para já. O Estado detém 23% mas deverá ficar com cerca de 11% dentro de quatro anos, alienando parte aos colaboradores.

A restante participação divide-se pelo INSS - Instituto Nacional de Segurança Social, com 4,9%, a Emose, com 4,15% e a Fundação de Desenvolvimento Comunitário com 1,08%.

* A jornalista viajou a Moçambique a convite do BCP

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