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Luís Filipe Pereira: "Se o BES tiver efeito sistémico o Estado deve entrar no banco"

O ex-ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, defende a intervenção do Estado no Banco Espírito Santo caso se venha a verificar que a situação do banco pode ter "efeitos sistémicos".

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 18 de Julho de 2014 às 13:20
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O também membro do conselho de supervisão da EDP, Luís Filipe Pereira, acredita que ainda "não conhecemos todos os contornos [deste caso]. Mas que "todos nós fazemos votos para que não haja consequências a nível do banco". No entanto, caso isso não suceda e "se isto tiver um efeito sistémico nos outros bancos", o ex-governante defende que "o Estado deve entrar".

 

Luís Filipe Pereira defende: "Se isto tiver um efeito sistémico nos outros bancos, o Governo terá de tomar acções imediatas. De entrar desde que se prove que é sistémico. É como um rastilho de pólvora que se espalha em pouco tempo".

 

Em relação à primeira vítima deste caso, a Portugal Telecom, Luís Filipe Pereira começa por dizer: "É evidente que a compra de 900 milhões de euros pela gestão da PT pelo ponto de vista estrito de aplicação só seria válida se se considerasse que o grupo era à prova de bala". "Hoje olhamos e não percebemos que um grupo como aquele tenha tomado essa decisão. Questionado se tomaria a mesma decisão afirmou: "Não sei, é muito fácil fazer totobola à segunda-feira".

 

Mas, e com a informação que agora se conhece? "Com os 'zuns zuns' e com o que se fala, não tomava essa decisão", reconhece.

 

Luís Filipe Pereira espera que todo o imbróglio "rapidamente se clarifique". O gestor cita um artigo do Wall Street Journal que é "bastante mau" para a reputação do País. "Acabámos de sair de um programa de ajuda externa, e quem não vive cá o dia-a-dia como nós começa a pôr em causa aspectos que para nós eram garantidos, como a confiança dos mercados internacionais e taxas de juro mais baixas", explica.

É evidente que a compra de 900 milhões pela gestão da PT pelo ponto de vista estrito de aplicação só seria válida se se considerasse que o grupo era a prova de bala
 
Luís Filipe Pereira
Ex-ministro da Saúde

 

O ex-ministro da Saúde dos governos de Durão Barroso e Santana Lopes crê ainda que mesmo no sistema bancário as consequências já são evidentes e dá o caso do aumento de capital do BCP que "terá mais dificuldades".

  

Em relação ao futuro da família Espírito Santo, diz que  "se houver uma situação bastante grave no banco mudará uma página num dos principais grupos [em Portugal]".

 

No entanto, não é alarmista: "O grupo é muito importante na economia, mas a economia não é o grupo Espírito Santo.Temos de ultrapassar este momento, penalizando os accionistas, a gestão do banco e não os depositantes", remata.

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