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Luxemburgo cria site sobre as cinco insolvências do Grupo Espírito Santo

"Bem-vindo ao site das insolvências da: Esfil, ESFG, ESI, ES Control e Rioforte". O sistema judicial luxemburguês criou uma página em que pretende colocar os desenvolvimentos das insolvências das cinco empresas do GES aí sedeadas.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 16:26
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"Espirito Santo Insolvencies" ou "Insolvências Espírito Santo". É este o endereço do site que os responsáveis pelas insolvências de cinco empresas do Grupo Espírito Santo no Luxemburgo criaram para colocar toda a informação sobre os desenvolvimentos dos processos.

 

As informações sobre a Espírito Santo Control, Espírito Santo International, Rioforte, Espírito Santo Financial Group e Espírito Santo Financière passarão assim a estar agregadas. "O objectivo do site é mantê-lo informado sobre o desenvolvimento das insolvências e ceder informação geral".

 

O grupo ainda tentou evitar as insolvências, pedindo o acesso a um regime a que se chama, no grão-ducado, "gestion contrôlée", a gestão controlada. Contudo, o Tribunal do Comércio do Luxemburgo rejeitou sempre essa possibilidade. Nem mesmo a Rioforte, que contestou a decisão inicial, conseguiu entrar nesse regime que permitia proteger de acções dos credores.

 

"As empresas em insolvência não assumem nenhuma responsabilidade por quaisquer danos sofridos por ninguém com base na informação colocada neste site para as suas decisões, acções e inacções", esclarece o documento.

 

Karin Guillaume é a juíza designada pelo tribunal para a insolvência da ESI, ES Control e Rioforte. Alain Rukavina é o curador dos processos relativos à mesma empresa (no caso da Rioforte, há ainda um outro curador: Paul Laplume). No caso do ramo financeiro, Esfil e ESFG, o juíz é Jean-Paul Hoffman e Laurence Jacques a curadora.

 
Quais são estas empresas
A Espírito Santo Control era a sociedade que reunia as posições accionistas dos cinco ramos da família Espírito Santo e a de alguns aliados (Pedro Queiroz Pereira tinha uma participação antes do diferendo com Ricardo Salgado).

 

A ES Control tinha cerca de 50% da Espírito Santo International, através da qual o grupo controlava tanto o ramo financeiro como o não financeiro. Foi na ESI que se escondeu passivo (ou seja, nem toda a dívida estava reconhecida nas contas). A sua descoberta acabou por criar uma derrocada em todo o grupo.

 

A Rioforte era a sociedade de topo do ramo não financeiro do Grupo Espírito Santo. Esta sociedade ainda tentou contestar a recusa da entrada em insolvência, mas a intenção não foi acolhida.

 

A Espírito Santo Financial Group é a entidade que controlava o ramo financeiro do GES. Tinha, em conjunto com o Crédit Agricole, a posição de controlo no Banco Espírito Santo. Era também ela que detinha as participações nas unidades financeiras fora da União Europeia (Dubai, Panamá, por exemplo).

 

A Esfil – Espírito Santo Financière é uma sucursal do ESFG que se centrava nos activos financeiros em França e na Suíça.

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